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Sociedade

Relatório de Segurança. Lisboa e Porto no topo de violência doméstica

A tradição mantém-se, com as Regiões Autónomas a liderarem as taxas de incidência dos crimes registados de violência doméstica. Já Beja foi o distrito com menos crimes referenciados, embora com mais casos do que em 2015

Lisboa (6.161), Porto (4.903), Setúbal (2.268), Braga (1.861) e Aveiro (1.793) continuam a ser os distritos onde se registaram mais casos de violência doméstica, mas, também à semelhança de anos anteriores, as taxas de incidência por mil habitantes mais elevadas foram registadas nas Regiões Autónomas. Como contraponto surge o distrito de Beja, aquele com a mais baixa taxa de incidência.

A situação em Beja, contudo, piorou 8,1% em relação ao ano anterior (+8,1%), crescimento que só foi mais grave no distrito de Portalegre (+11,2%). A situação da violência doméstica também piorou em Braga (+7,6%), Évora (+5%), Viana do Castelo e Faro (ambos com um crescimento de 4,8%), nos Açores (+4,5%), em Lisboa e Castelo Branco (+4,3%).

A maioria esmagadora das vítimas continuam a ser as mulheres (79,9%), com mais de 25 anos. Já os autores dos casos denunciados são homens (84,3%), também na mesma faixa etária (94,2%).

Cônjuges e companheiros (54,6%) e (17,1%) são os principais agressores Mas filhos (14,2%) e pais ou padrastos (5,3%) são muito referenciados. Os fins-de-semana são os períodos onde 32,8% das ocorrências foram registadas, com a violência a prolongar-se pela segunda-feira (14,2%).

A grande maioria das vítimas (77,4%) pediu a ajuda das forças policiais e 40,4% das ocorrências sinalizaram a existência de problemas relacionados com o consumo de álcool por parte dos denunciados.

A tipologia dos crimes revelou que em 82% das situações foi assinalada a existência de violência psicológica, 68% casos de agressões físicas, mas também 9% de situações ditas de violência económica. Os principais agressores de violência física foram namorados (86%), seguidos das agressões contra os descendentes (75%). Já a violência económica visou os ascendentes (19%).

As forças de segurança detiveram 730 suspeitos, menos 20 do que em 2015. Mas foram efetuadas 27.075 avaliações de risco e mais de 20.760 reavaliações.