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Ordem dos Enfermeiros acusa ministro e sindicato de boicotarem participação em negociações

A Ordem “"considera inadmissível” que o ministério “tenha assumido com um único sindicato a exclusão da Ordem dos Enfermeiros enquanto observador, como está legalmente previsto”, e exige “uma mesa conjunta” de negociação

A Ordem dos Enfermeiros (OE) acusou esta segunda-feira o ministro da Saúde e o sindicato do setor de boicotarem o seu direito a participar nas negociações laborais na qualidade de observador.

Em comunicado, a OE refere que o direito de participar nas negociações entre Governo e todos os sindicatos foi negado pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, "em acordo" com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

A OE "considera inadmissível" que o ministério "tenha assumido com um único sindicato a exclusão da Ordem dos Enfermeiros enquanto observador, como está legalmente previsto", e exige "uma mesa conjunta" de negociação.

"Governo e SEP boicotam direito legal da Ordem de participar nas negociações", titula o comunicado, assinalando que "os problemas laborais dos enfermeiros são de tal gravidade" que requerem a participação da OE enquanto observador, conforme pedido à tutela no início de 2016.

A Lusa procurou obter, sem sucesso até ao momento, uma reação do Ministério da Saúde e do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses ao teor do comunicado.

Na nota, a Ordem dos Enfermeiros indica que "irá exercer a sua regulação sobre todos os enfermeiros e estará atenta à atuação dos dirigentes sindicais nos seus locais de trabalho".

Na sexta-feira passada, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses desconvocou a greve que estava marcada para quinta e sexta-feira desta semana, face a compromissos assumidos pelo Ministério da Saúde, nomeadamente quanto às 35 horas semanais de trabalho para todos os enfermeiros e ao pagamento das horas extraordinárias e das horas de qualidade.