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Conteúdos originais impulsionam subscrição do “streaming” nos EUA

d.r.

Um em cada cinco subscritores de serviços de “streaming” nos Estados Unidos paga por três ou mais serviços todos os meses, revela o VoCul (Voice of the Connected Users Landscape), um estudo de mercado desenvolvido pela 451 Research. Este grupo já representa 19% do total de subscritores de “streaming” norte-americanos, tendo crescido 4% face ao ano passado

Luís Proença

De acordo com o relatório, os espectadores estão a criar os seus próprios “bundles” (pacotes) de consumo de filmes, de séries e de programas televisivos disponibilizados a partir de cada serviço de “streaming” que contratam. De entre todos, a Netflix segue na dianteira, com 95% dos subscritores que pagam por três ou mais serviços a declararem-se aderentes. Segue-se a Amazon, com 82%. A partir daqui há combinações variadas em que pontuam a Hulu, a HBO Now e o iTunes. Se considerarmos o universo total de inquiridos – e não apenas a fatia dos mais “consumistas” -, a Netflix mantém-se líder nas preferências, com 79% a indicarem que pagam para ver, apesar da incumbente Amazon Video ter conseguido crescer mais do que o número um do top neste último ano. Do total, 53% dos consumidores de “streaming” afirmam subscrevê-la atualmente, mais cinco por cento do que indicava o relatório de há um ano.

À grande e à americana

Mais de 30% dos subscritores declaram que baseiam a escolha dos serviços que assinam em função da quantidade de conteúdo original que cada um oferece. A invocação deste motivo cresce, aliás, oito por cento quando comparado com os resultados homólogos de 2016. Descascando as conclusões do VoCul verifica-se um salto a olhos vistos entre os espectadores da Amazon que declaram assistir a mais conteúdo original do que qualquer outro conteúdo. Eram sete por cento há dois anos. Hoje são 31%.

No caso dos clientes Netflix a diferença é menor: passou de 20% para 32%. Quanto aos géneros televisivos, os filmes são apontados por 50% dos inquiridos como razão primeira para o consumo através de “streaming”; a facilidade de assistir às temporadas inteiras e completas de séries surge na segunda posição, com 45% das respostas. Andy Golub, um dos responsáveis pelo estudo de mercado, sublinha que “a Netflix e a Amazon têm gasto milhares de milhões para criar conteúdos originais exclusivos que lhes permitam diferenciar-se num mercado de televisão por ‘streaming’ altamente competitivo” e garante que os resultados da mais recente pesquisa que fizeram “fazem eco da reação dos clientes”. Golub acrescenta que “os conteúdos originais se tornaram um fator mais relevante do que no ano passado na escolha dos serviços de “streaming” pelos clientes. Os dados recolhidos mostram que os consumidores estão a ver cada vez mais (conteúdos originais).”