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40 personalidades europeias redigem manifesto para fazer a Europa “acordar”

Carl Court/GettyImages

Na altura em que a União Europeia celebra os 60 anos da sua fundação, mais de quatro dezenas de personalidades europeias redigiram um manifesto em que expõem a sua preocupação face ao estado atual da Europa e da construção europeia e fazem uma série de propostas para lutar contra o definhamento da União

Intitulado “O acordar”, o documento, redigido por iniciativa do antigo vice-presidente da Comissão Europeia Étienne Davignon, chama a atenção para alguns dos principais problemas que a União está a enfrentar. “O debate europeu está confuso, caracteriza-se pela dúvida, pelo medo e pelo desencanto”, lê-se logo no início do manifesto, onde se lê logo a seguir: “nós, nós rebelamo-nos”. Os signatários fazem depois um conjunto de propostas e estabelecem o que consideram uma lista de prioridades que a União Europeia tem de resolver. Porque, como afirma o documento, "a conclusão é simples: sem Europa, o nosso futuro é sombrio”.

O manifesto é subscrito por 42 personalidades europeias. Entre os signatários contam-se desde antigos e atuais responsáveis da União Europeia e de outras organizações internacionais - como os antigos presidentes da Comissão Europeia Jacques Delors, Jacques Santer e Romano Prodi ou o ex-comissário António Vitorino, o ex-secretário-geral da Nato Willy Claes ou o ex-diretor da Organização Mundial do Comércio Pascal Lamy – até políticos de vários países, entre os quais os ex-primeiros-ministros Francisco Pinto Balsemão (atual chairman do grupo Impresa, proprietário do Expesso e da SIC), Mario Monti (Itália) ou Mark Eyskens (Bélgica).

O documento deverá ser publicado simultaneamente em vários jornais europeus, incluindo o Expresso. Além da edição do semanário que chega este sábado às bancas, será também divulgado no Expresso Diário desta sexta-feira.