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Carta para Medina continha pó inofensivo

CAUTELA. Medina mandou há uma semana parar as obras da segunda circular. Sobre muitas das pontas do novelo, joga sobretudo à defesa

alberto frias

As análises à substância colocada na carta enviada ao Presidente da Câmara de Lisboa revelaram a existência de “um pó inócuo”

A carta enviada ao presidente da Câmara de Lisboa, que depois de aberta por uma funcionária terá provocado nesta irritações respiratórias e oculares, continha afinal uma substância inofensiva, segundo concluíram as análises do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, de Lisboa.

"Era um pó inócuo", disse ao Expresso Fernando Lopes de Almeida, o presidente do Instituto. "Foi ativado o dispositivo de bioterrorismo (como se fosse um caso de ébola, por exemplo) e conclui-se que havia qualquer perigo para a saúde", explicou. O responsável pelo Instituto Ricardo Jorge adiantou ainda que este tipo de análise "dura 24 horas".

A missiva endereçada a Fernando Medina foi remetida do Reino Unido, segundo adiantou o Correio da Manhã. A carta foi aberta na tarde de segunda-feira por uma funcionária da autarquia, que depois disso sentiu irritações respiratórias e oculares, o que a levou mesmo ao hospital.

Aquele jornal adiantou que a vítima, trabalhadora da câmara desde há "dezenas de anos, teve depois alta.

Uma fonte oficial da Câmara esteve indisponível para prestar ao Expresso qualquer esclarecimento.