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Caso dos Comandos vai ter mais arguidos

Tiago Miranda

Um dos militares que vai ser ouvido pelo DIAP é o capitão Monteiro. O diretor do curso 127 vai ter de regressar de Angola

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A investigação às mortes de Hugo Abreu e Dylan Silva, os dois instruendos do curso 127 dos Comandos, vai conhecer desenvolvimentos já na próxima semana. Uma das novidades será a audição, como arguido, do capitão Rui Monteiro, comandante da companhia de formação. Sob o militar recai a suspeita dos crimes de abuso de autoridade por ofensas à integridade física, com penas entre 8 e 16 anos de prisão. O capitão irá ao Departamento de Ação e Investigação Penal (DIAP) de Lisboa, na próxima segunda-feira. Uma notícia avançada pelo Observador e confirmada pelo Expresso.

Mas este não será o único militar a engrossar a lista de arguidos do caso iniciado em setembro depois da morte dos dois recrutas. Mais responsáveis do curso 127 serão notificados pela procuradora Cândida Vilar nos próximos dias. Até ao momento havia sete militares constituídos arguidos.

Um deles, o tenente-coronel Mário Maia, vai ter de regressar de Angola, onde está a dar formação militar, para ser interrogado por suspeitas do crime de insubordinação por desobediência, que tem uma pena de entre um a quatro anos de prisão, de acordo com o Código de Justiça Militar.

Os investigadores do caso querem perceber porque razão não obedeceu às ordens do general Faria de Menezes, comandante das Forças Terrestre, que exigiu a suspensão imediata da recruta, logo após a morte do primeiro jovem militar, Hugo Abreu. Tal não aconteceu. No dia seguinte, realizaram-se treinos, ainda que ligeiros no Campo de Tiro de Alcochete.