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Alerta de mau tempo: chuva, neve, agitação marítima e descida das temperaturas

DAVID GRAY / REUTERS

Perante estas condições meteorológicas previstas, a Proteção Civil refere que é expectável piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo e possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) alert que nos próximos dias prevê-se precipitação, descida das temperaturas máxima e mínima, queda de neve e agitação marítima, com ondas que poderão chegar aos cinco metros.

Após reunião realizada com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) sobre as condições meteorológicas para os próximos dias, a ANPC indica que haverá precipitação fraca no litoral Norte e Centro, que se estenderá progressivamente às restantes regiões.

Para esta quarta-feira, prevê-se ainda queda de neve acima de 1400/1600 metros, descendo gradualmente para os 800/1000 metros nas regiões Norte e Centro, enquanto a partir da madrugada de quinta-feira estima-se queda de neve acima dos 800/1000 metros, descendo gradualmente para os 400/600 metros.

O vento será do quadrante oeste, soprando moderado (até 35 km/h) no litoral oeste, com rajadas até 60 km/h, e sendo forte (até 45 km/h), com rajadas até 70 km/h nas terras altas.

Perante estas condições meteorológicas previstas, a ANPC refere que é expectável piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo e possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem.

Outros dos efeitos expectáveis é a possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis e inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem, bem como danos em estruturas montadas ou suspensas.

Possíveis acidentes na orla costeira, intoxicações por inalação de gases "por inadequada ventilação, em habitações onde se utilizem aquecimentos com lareiras e braseiras", incêndios em habitações resultantes da "má utilização de lareiras e braseiras ou avarias em circuitos elétricos" e fenómenos geomorfológicos causados por "instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência" são outros efeitos adversos expectáveis.

Como medidas preventivas a ANPC recomenda à população a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas.

Recomenda também a adoção de uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água e gelo nas vias, assim como o transporte e colocação das correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve.

Outra das recomendações vai no sentido de não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.

Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas, e ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas são outros dos conselhos da ANPC, que pede ainda para não se praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos na orla marítima.