Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Uma espécie de 3008 maior

O Peugeot 5008 já foi um monovolume, mas os novos tempos e as tendências de mercado levaram a Peugeot a reinterpretá-lo como um SUV. Mantém os sete lugares mas ganha outros argumentos, já que é essencialmente um 3008 com mais 19 cm de comprimento e capaz de transportar mais dois passageiros. A apresentação internacional à imprensa decorreu em Lisboa e o Rui Pedro Reis esteve lá

Rui Pedro Reis/SIC

A Peugeot voltou a escolher Portugal para os primeiros ensaios dinâmicos de um novo modelo. O 5008 segue na linha de renovação iniciada pelo 3008. A marca liderada por Carlos Tavares identificou bem a tendência global do mercado e mudou o 5008 de monovolume para SUV. As afinidades com o conceito do 3008 vão muito para lá da estética. Desde logo porque a plataforma é a mesma. Com um comprimento de 4,64 m e uma altura de 1,64, o 5008 aponta ao mercado do Nissan X-Trail e do Skoda Kodiak.

1 / 4

2 / 4

3 / 4

4 / 4

Por dentro, o destaque vai para o espaço a bordo. A Peugeot diz que é a referência do segmento e que a escolha de materiais foi criteriosa, assim como os detalhes de acabamento. Também aqui, a imagem remete para o bem sucedido 3008, a começar pelo vistoso i-Cockpit.

Aposta na dinâmica de condução

Com recurso a materiais mais leves, o novo 5008 consegue ser 95 kg mais leve que a geração anterior. É um dos pontos essenciais para garantir uma boa dinâmica de condução. A bordo do 5008, a tónica vai para o conforto, mas é justo sublinhar que o comportamento em curva pouco ou nada difere do que se consegue no 3008. A suspensão é eficaz em bom piso mas disfarça mal as irregularidades da estrada. Nada que comprometa muito o ambiente a bordo. Até porque é o preço a pagar para ter um bom desempenho geral. Uma nota muito positiva para o trabalho de insonorizarão. Até os ruídos aerodinâmicos estão bem filtrados.

Em matéria de motorizações, a oferta a gasolina resume-se ao 1.2 Pure Tech com 130 cv e a opção de caixa manual ou automática de seis velocidades. Já nos diesel, há dois blocos diferentes: 1.6 BlueHDi, com 120 cv ou o 2.0 BlueHdi, com 150 cv ou 180 cv. Todos eles têm opção de caixa automática de seis velocidades. Não são precisos muitos quilómetros para comprovar as vantagens do motor 1.2 Puretech. A começar pelo peso, menos 200 kg do que o 2.0 BlueHDi. O resultado é uma entrada em curva bastante dinâmica e sem sobreviragem, o que no diesel topo de gama é mais difícil de garantir. Mas a realidade do mercado português ainda é dominada pelos motores a gasóleo. A Peugeot até pode ter a ambição de equilibrar o “mix” de vendas entre gasolina e gasóleo, mas para já é o diesel que continua a dominar as preferências mesmo de quem circula mais na cidade. Só que não restem dúvidas do potencial do motor 1.2 Puretech com os seus 130 cv e consumos reais que andam na casa dos 6 litros aos 100km.

Espaço generoso

Na bagageira do 5008 há 952 litros de volume disponíveis. O número ajuda a perceber que face ao 3008, a escala do 5008 é mais ampla. Daí que, apesar de a diferença de preço entre ambos ser pouco expressiva, a marca garante que ambos os automóveis apontam a clientelas diferentes. Os níveis de equipamento também mantém os padrões já conhecidos, com a versão Active como entrada de gama e as derivativas Allure, GT Line e GT a completarem a oferta. A versão Allure já é muito completa e o GT Line promete agradar a quem gosta de um ambiente a bordo mais desportivo. Este 5008 vem confirmar os indicadores já deixados pelo 3008: que a Peugeot está no bom caminho, com produtos competitivos. Em 2016 venderam-se 26 milhões de SUV em todo o mundo. O grupo PSA quer, como qualquer construtor, estar bem posicionado no segmento da moda. O alinhamento de preço do 5008 e do 3008 até pode estar acima da concorrência mais direta, mas se com o novo modelo acontecer o mesmo que se verifica com o modelo já lançado, a clientela não vai fugir pelo fator preço. O 5008 chega em Junho ao mercado português, com preços que começam ligeiramente acima dos 32.000 euros.

1 / 2

2 / 2