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“Ilegítima, insensata e ilegal”. Advogados de Sócrates arrasam PGR

João Relvas/Lusa

Defesa do ex-primeiro ministro vai impugnar a decisão de Joana Marques Vidal, “por todos os meios legais”. É o quinto adiamento da acusação na “Operação Marquês”

Os advogados de José Sócrates classificam de “ilegítima, insensata e ilegal” a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de adiar a conclusão da investigação criminal da Operação Marquês, em que está envolvido o ex-primeiro-ministro.

Em comunicado, João Araújo e Pedro Delille anunciam que vão impugnar a decisão de Joana Marques Vidal, “por todos os meios legais”.

“A decisão da Senhora Procuradora-Geral espremida do longo arrazoado que a enroupa”, sublinha a defesa de Sócrates, traduz-se “essencialmente em deitar as culpas ao mordomo.”

Reitera ainda que o processo desde o início tem sido assinalado pela “violência desenfreada sobre as pessoas; o desrespeito absoluto pelos direitos” e as “garantias dos arguidos.”

A PGR anunciou esta sexta-feira que o prazo para a conclusão da investigação criminal da Operação Marquês é adiada pela quinta vez, pelo menos em três meses e meio, ou seja até final de junho.

O Ministério Público explicou em comunicado que “não foram abandonadas as imputações iniciais (que já se encontram suficientemente trabalhadas e desenvolvidas) mas o inquérito foi progredindo, adquirindo complexidade e exigindo uma investigação mais aprofundada de fluxos financeiros, designadamente a nível internacional”.

No despacho, Joana Marques Vidal sugere ainda que o processo – que era liderado até agora pelo procurador Rosário Teixeira – passe a ser gerido pelo próprio diretor do DCIAP, Amadeu Guerra.

[em atualização]