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Procuradores pedem mais dois meses para acusar Sócrates

Nuno Botelho

Rosário Teixeira pediu à PGR para alargar o prazo para concluir a investigação ao ex-primeiro ministro. A equipa de investigadores quer “pelo menos” mais 60 dias para fazer a acusação

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

A procuradora-geral da República tem nas mãos o futuro próximo da Operação Marquês: Joana Marques Vidal terá de decidir se aceita o pedido feito esta quarta-feira para prolongar "por nunca menos de sessenta dias" o prazo para concluir a investigação.

O pedido foi feito pelo procurador Rosário Teixeira e a decisão da PGR deverá ser tomada esta quinta-feira. De acordo com uma fonte que não quer ser identificada, os investigadores pediram mais dois meses para poder concluir o despacho de acusação.

O prazo dado pela PGR acaba esta sexta-feira (os advogados de Sócrates dizem que terminou segunda) e Joana Marques Vidal tinha dito em setembro que "só a título muito excecional, mediante requerimento fundamentado dos magistrados titulares, poderá ser admitida a possibilidade de prorrogação deste prazo", que a concretizar-se será o quinto.

Esta semana, os procuradores começaram por interrogar José Sócrates e ainda ouviram Bárbara Vara, Diogo Gaspar e Sofia Fava. Ainda há cartas rogatórias para cumprir e uma delas, enviada para Angola, quer constituir como arguido José Paulo Pinto de Sousa, primo de Sócrates.

O caso já tem 25 arguidos, entre particulares e empresas, e investiga a suspeita de Sócrates ter sido corrompido quando era primeiro-ministro. Os corruptores, de acordo com o MP, serão o Grupo Lena, Ricardo Salgado e os investidores de um empreendimento em Vale de Lobo. O caso começou a ser investigado em julho de 2013 e Sócrates já esteve preso dez meses.

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