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Santana desafia Sampaio para debate sobre dissolução de 2004

No segundo volume da sua biografia, Jorge Sampaio diz que há 12 anos estava “farto de Santana Lopes” como primeiro-ministro. Ex-primeiro-ministro reagiu na SIC Notícias

Santana Lopes disse esta noite “compreender o peso na consciência¨ do ex-Presidente da República, o que justificou por ter sido dele, Jorge Sampaio, “a decisão que pôs o país à deriva”. O comentador da SIC Notícias reagia assim à revelação feita no segundo volume de de “Jorge Sampaio – uma biografia”, onde o antigo chefe de Estado confessa: “Fartei-me do Santana como primeiro-ministro, estava a deixar o país à deriva”.

“Deve ser um tormento”, insistiu Santana Lopes, para depois sublinhar que na alturaque o seu Governo foi dissolvido, em 2004, Portugal “tinha uma maioria coesa”.

O comentador confessou não ter visto o livro da autoria do jornalista José Pedro Castanheira, mas disse estar disponível para falar sobre o assunto com Jorge Sampaio “civilizadamente e com calma”, até porque “de bocas os portugueses estão fartos”.

Já o seu interlocutor às terças-feiras na SIC Notícias, António Vitorino, afirmou que esta é uma questão a “esclarecer pelos protagonistas”.

“Nisto sou um intruso”, começou por dizer, ainda que tenha acrescentado julgar que Sampaio “não tinha um programa escondido”. “Assumiu foi o risco”, concluiu Vitorino, depois de salientar que dar posse ao Governo de Santana Lopes, assim como a dissolução posterior da Assembleia da República, sem ser pela existência de uma crise partidária, foram ambas “decisões sem precedentes”.