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Sociedade

Ministro disponível para dialogar com médicos e evitar greve

Adalberto Campos Fernandes diz que o “diálogo está aberto” e que fará tudo para ir ao encontro das expectativas dos médicos, mas adverte que não há condições para serem todas atendidas “num único momento”

O ministro da Saúde manifestou esta segunda-feira em Santo Tirso disponibilidade para dialogar com os médicos para evitar a realização de uma greve nacional, mas salientou que "o país ainda não está em condições de atender a todas as expectativas".

"Amanhã [terça-feira] vai haver uma reunião entre o secretário de Estado da Saúde e os sindicatos, o diálogo está aberto e nós tudo faremos para, no quadro de responsabilidade política global, ir ao encontro daquilo que são as expectativas, que são legítimas. Mas como os portugueses compreenderão, não são todas elas suscetíveis de ser atendidas num único momento, porque o país ainda não está em condições de o poder fazer", disse o ministro Adalberto Campos Fernandes.

As organizações sindicais médicas ameaçam avançar com uma greve nacional dos médicos caso não cheguem a bom porto as negociações que serão apresentadas à tutela num programa com vista à resolução dos problemas do sector.

No final de uma reunião entre as organizações sindicais, reunidas sexta-feira no Fórum Médico, em Lisboa, estas consideraram que "a pressão excessiva e a interferência, por parte da tutela, nas boas práticas médicas, e consequentemente na qualidade da medicina, ultrapassaram o limite do aceitável".

"Os médicos e os doentes portugueses estão indignados com a situação que se vive atualmente na saúde", indicava o comunicado enviado à comunicação social no final do encontro de sexta-feira.

Adalberto Marques Fernandes, que falava esta segunda-feira à margem do Fórum Nacional - SNS Serviço Nacional de Saúde, a decorrer em Santo Tirso, considerou que em "todos os momentos políticos há tensões que têm a ver com aquilo que possam ser as frustrações dos grupos profissionais, legítimas, e aquilo que é a capacidade do estado e dos governos de assumirem as suas responsabilidades perante o coletivo".