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Sociedade

Uma campanha eleitoral para os mais novos

Uma das arruadas numa escola de pombal

Mario Joao

Não vão escolher um Presidente ou deputados para a Assembleia. Vão eleger os “livros mais fixes”. “Miúdos a Votos”, uma iniciativa da VISÃO Júnior e da Rede de Bibliotecas Escolares, convida os alunos de 406 escolas a recensearem-se e irem às urnas escolher um favorito

É tal como se fosse uma eleição política. Em vez de escolherem um Presidente ou deputados para a Assembleia, vão ser eleitos “os livros mais fixes”. Os eleitores são alunos do 1.º ao 9.º anos de mais de 400 escolas.

A iniciativa da VISÃO Júnior e da Rede de Bibliotecas Escolares, que tem o apoio da Comissão Nacional de Eleições, passa pelas fases normais do processo eleitoral, tais como o recenseamento, a campanha e os tempos de antena. A Pordata vai estar responsável pela contagem dos votos.

Na primeira fase, em que cada criança nomeou o livro que gostaria que fosse candidato às eleições e que integrasse as listas de favoritos, votaram 15 462 alunos. Entre os mais de 400 estabelecimentos de ensino que participa, estão incluídos três colégios de países Lusófonos: o Colégio Português de Luanda e a Escola Portuguesa de Lubango, ambos em Angola e a Escola Portuguesa de Díli, em Timor.

Foram propostos mais de dois mil títulos, sendo os mais referidos “A Fada Oriana”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, “O Diário de um Banana (Vol.1)”, de Jeff Kinney e “O Principezinho”, de Antoine Saint-Exupéry.

A eleição está marcada para a próxima sexta-feira, dia 17, e os resultados serão conhecidos a 20 de abril. Até lá, é tempo de campanha. Estão previstos debates, comícios, sessões de esclarecimentos, afixação de cartazes e até arruadas.

Os candidatos a livro mais fixe podem ser consultados aqui: 1º ciclo, 2º ciclo e 3º ciclo.