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PJ encontra menor desaparecida há uma semana, homem de 24 anos detido

Rapariga de 13 anos foi resgatada pela Polícia Judiciária de Braga, que deteve um homem já referenciado por crimes de natureza sexual

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A jovem de 13 anos tinha desaparecido há uma semana da casa dos pais, em Vilã Chã, reguesia de Beiral do Lima (Ponte de Lima).

O Expresso confirmou junto de fonte próxima do processo que a Polícia Judiciária de Braga resgatou a rapariga, e que esta se encontra bem de saúde e já regressou à família. Ao início da tarde, estavam todos nas instalações da PJ de Braga.

Na operação, foi detido um homem de 24 anos, em Ílhavo e que segundo a Polícia Judiciária, não tem ocupação profissional e está "amplamente referenciado pela prática de crimes de natureza sexual envolvendo menores de idade". Segundo o "Público", serão seis os crimes anteriores desta natureza de que é suspeito.

A PJ informa que o detido, residente na zona onde a menor foi localizada, encontra-se indiciado pela prática de, "pelo menos, um crime de rapto agravado" e vai ser presente a interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação tidas por adequadas.

A menor tinha saído de casa dos pais na última sexta-feira de manhã, 3 de março, com algum dinheiro, uma mochila da escola e algumas peças de roupa. Apanhou o autocarro dos transportes escolares para ir para as aulas, mas não se apresentou na escola.

A jovem terá conhecido o suspeito no Facebook e mantido contacto com ele nas últimas semanas. De acordo com o "Jornal de Notícias", terá sido ela a conduzir os investigadores através das redes sociais: as informações que facultou foram passadas à Polícia Judiciária, ajudando ao seu resgate.

O "Público" adianta que a menor não apresentava indícios de de abuso sexual, mas que só os exames médico-legais poderão descartar essa hipótese.

Nos últimos dias, a mãe fez vários apelos na comunicação social para que a filha regressasse a casa.

Fontes da PJ, citadas pelo "Jornal de Notícias" na última terça-feira, garantiam que não havia suspeitas de rapto, mas deixavam em aberto a possibilidade de se tratar de um caso de abuso sexual por se tratar de uma menor, de 13 anos.

A atividade da rapariga nas redes sociais foi monitorizada pela PJ. Os investigadores quiseram perceber se teria sido aliciada por alguém.

A jovem foi encontrada a poucos quilómetros do sinal de telemóvel que tinha sido detetado na zona de Vagos, no início da semana.