Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Polícias vão ter mais equipamentos: na lista há mais de 8 mil armas e quase 4 mil coletes antibala

MÁRIO CRUZ/LUSA

Forças de segurança vão ainda receber, entre este ano e 2021, mais 2542 carros novos, e vão ser feitas obras em equadras em todo o país. Mas mais de metade dos 455 milhões de euros que o Governo vai aplicar neste programa será investido na melhoria dos sistemas de teconologias de informação e comunicação

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

A Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) vão receber entre 2017 e 2021 um reforço nos equipamentos de proteção pessoal, anunciou esta terça-feira o Ministério da Administração Interna (MAI).

Na lista incluem-se, por exemplo, 3.808 coletes antibala, 12.600 bastões, 520 coldres, 30.400 coletes de alta visibilidade, 26 fatos de proteção de chamas e engenhos explosivos, 4 fatos antibomba ou ainda 520 coldres. Há também mil fatos de motociclista, 1200 escudos de ordem pública, 30 escudos balísticos e 1720 capacetes.

A PSP é a que vai receber o maior reforço, num total de 49.640 novos equipamentos, já a GNR receberá um total de 2776 e o SEF será reforçado com 650 novos equipamentos, neste caso coletes de alta visibilidade e balísticos. No total, em cinco anos, estas três forças de segurança vão receber mais de 53 mil novos equipamentos de protecção pessoal.

As forças de segurança vão ainda receber mais 8447 novas armas (incluindo pistolas metralhadoras) e mais 2542 carros, alguns comprados e outros com alugueres de longo prazo, e terão ainda melhores instalações, já que estão previstas intervenções (obras e construção nova) em 159 esquadras, postos territoriais, comandos policiais e metropolitanos e ainda divisões policiais espalhadas por todo o país, inlcuindo Madeira e Açores.

É o caso do posto territorial de Vila Nova de Mil Fontes, no Alentejo, ou de Lagos, no Algarve; da divisão policial da Figueira da Foz; do comando de Lisboa e destacamento de Sintra; da divisão policial de Matosinhos, Vila Nova de Gaia e Vila do Conde ou ainda a reabilitação das instalações na Rua José Estevão, em Lisboa.

Além disso, o Governo vai ainda comprar equipamento para fiscalização rodoviária, para a proteção na natureza, investigação criminal ou de apoio à atividade especial de armas e explosivos (num total de 8466) e vai também reforçar os sistemas de tecnologias de informação e comunicação. Aliás, será esta a área a receber a maior fatia do investimento.

No total, o Plano de Execução da nova Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança, agora divulgada pelo MAI, ascende a quase 455 milhões de euros em cinco anos, muito mais que os 61,4 milhões investidos entre 2012 e 2016. E só para as tecnologias de informação vai mais de metade desse total: 252,2 milhões de euros.

A segunda maior fatia do investimento será para as infraestruturas, que vão receber perto de 107 milhões de euros, seguindo-se depois os novos carros, que custarão cerca de 62,3 milhões de euros. O novo armamento custará pouco mais de nove milhões de euros, os equipamentos de proteção social ascenderão a 7,6 milhões e há ainda 16,6 milhões para equipamentos especializados e de apoio à atividade operacional.

O investimento total por ano será exatamente o mesmo, pode ler-se no documento enviado esta tarde, e será de quase 91 milhões de euros, mas será repartido de forma diferente ao longo dos anos. Por exemplo, as infraestruras vão receber menos dinheiro em 2017 e mais em 2021, já o investimento na compra de novas armas será mais alto em 2017 e 2019 e mais baixo nos restantes. E os equipamentos de protecção pessoal recebem mais este ano e menos nos restantes. As tecnologias de informação vão receber também uma grande fatia do investimento este ano: mais de 60 milhões de euros.

De acordo com o mesmo documento, a maior parte do financiamento para este investimento, mais precisamente 72%, virá das receitas gerais do Orçamento do Estado. Apenas 26% será pago com as receitas próprias das várias forças de segurança e só 2% será financiamento comunitário.