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Homicida de Ílhavo já está em liberdade condicional

Após cumprir 17 anos e sete meses dos 25 anos de prisão a que foi condenado pelo homicídio dos pais em 2001, António Jorge saiu esta terça-feira do estabelecimento prisional de Coimbra. Tribunal de Execução de Penas de Coimbra considera que estão reunidos os pressupostos para a concessão de liberdade condicional

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

António Jorge deixou esta terça-feira a prisão de Coimbra, estabelecimento onde esteve detido desde 16 de agosto de 1999 pela morte dos pais, atingidos com 33 facadas. O Tribunal de Execução de Penas de Coimbra considera que Tojó, nome por que é conhecido, considera estarem reunidas as condições para sair em liberdade condicional, após ter cumprido os dois terços da pena.

António Jorge, recluso discreto e bem comportado, segundo os serviços prisionais, saiu por volta das 8h desta manhã por uma porta secundária do estabelecimento prisional de Coimbra, acompanhado por familiares e pelo advogado, Pedro Vidal, evitando assim o encontro com jornalistas.

Pedro Vidal afirmou que Tojó está mudado, feliz e ansioso por refazer a sua vida, tendo planos para o futuro fora da prisão. António Jorge, 41 anos, fica inibido de se ausentar da residência por mais de cinco dias sem autorização do tribunal e receberá, se necessário, apoio psicológido, segundo o “Observador”.

O facto de se mostrar arrependido do crime, ocorrido a 12 de agosto de 1999 na casa onde vivia com a família, ter feito formação enquanto esteve preso e ter um percurso sem incidentes nos anos de reclusão permitiram a concessão de liberdade condicional, após já ter tido autorização para saídas precárias ao longo de mais de um ano.

Na altura do duplo homicídio, denominado de “crime satânico” pela coincidência de ter sido cometido depois do último eclipese solar do milénio e por Tojó ser o vocalista de um grupo de death metal, foram ainda detidos a mulher, Sara Matos, baterista do Agonizing Terror, e um amigo, Nuno Lima, que acabaram por não ser acusados.

De volta à liberdade, António Jorge Santos conta com o apoio de uma tia e de uma prima, residentes em Coimbra. Foram as únicas pessoas que o visitaram na prisão com regularidade.