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Furto de armas da PSP: inquérito aponta para “falhas na supervisão e controlo”

TIAGO PETINGA / Lusa

Inquérito ainda decorre mas a ministra da Administração Interna já conhece as conclusões preliminares, que “apontam para erros ou falhas de supervisão e controlo”, disse esta tarde Constança Urbano de Sousa aos deputados da comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias

A ministra da Administração Interna diz que as conclusões preliminares do inquérito da PSP ao desaparecimento de 57 armas Glock apontam para "falhas na área da supervisão e controlo".

"Este inquérito está em curso e ainda não tem conclusões, mas de acordo com as conclusões preliminares, que eu conheço, apontam para erros ou falhas de supervisão e controlo", disse Constança Urbano de Sousa aos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, esta tarde, numa audição a pedido do PSD.

A ministra adiantou que após ter sido detetado o desaparecimento de 57 armas de um armazém da direção nacional da PSP, em Lisboa, foi instaurado um inquérito, que inicialmente tinha um prazo de 30 dias, mas foi prorrogado por mais 15 devido à necessidade de mais diligências, devendo estar concluído no final do mês de março.

"Se essas falhas de supervisão e controlo se verificarem, necessariamente haverá consequências de vários tipos, entre as quais disciplinares", afirmou, indicando que este inquérito instaurado pela PSP visa "apurar irregularidades em todo este sistema que tenham motivado o desaparecimento das armas, verificar a conformidade de todos os registos e a distribuição de armas e apurar responsabilidades".