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Tojó sai em liberdade condicional

Condenado a 25 anos de prisão pelo homicídio dos pais, António Jorge sai em liberdade condicional já na próxima semana. Era um recluso discreto e bem comportado, asseguram os serviços prisionais

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

António Jorge, mais conhecido por Tojó, irá sair em liberdade condicional na próxima terça-feira, dia 7. A notícia, avançada pelo "Notícias de Aveiro", foi confirmada ao Expresso por uma fonte oficial.

O homicida foi condenado a 25 anos de prisão em 2001 pela morte dos pais, atingidos com 33 facadas. No total, já com os dois anos de prisão preventiva, cumpriu 18 anos, ultrapassando os dois terços da pena.

A liberdade condicional de Tojó foi precedida de um relatório dos serviços prisionais e o posterior parecer favorável do Ministério Público. Nos últimos anos, o recluso fez vários pedidos para sair em liberdade condicional, mas o Tribunal de Execução de Penas de Coimbra sempre os recusou, até agora.

No Estabelecimento Prisional de Coimbra, onde estava detido, Tojó era considerado um recluso discreto. O Expresso sabe que o relatório dos serviços prisionais descreve um percurso "impecável" e de "sociabilidade" por parte do duplo homicida, que estudou enquanto esteve preso. "Há mais de um ano que tem saídas precárias, tendo estado a trabalhar na readaptação à liberdade", revela uma fonte oficial.

O crime ocorreu a 12 de agosto de 1999 na casa onde vivia a família, em Ílhavo. Nessa altura, a Polícia Judiciária de Aveiro deteve Tojó, então com 23 anos, a mulher, Sara Matos, e um amigo dos dois, Nuno Lima, atribuindo-lhes a suspeita do duplo homicídio. Apenas António Jorge Santos seria condenado.

Tojó e Sara eram, respetivamente, vocalista e baterista da banda de death metal Agonizing Terror, fundada seis anos antes do duplo homicídio.

De acordo com o "Observador", as únicas duas pessoas que o visitavam com regularidade eram uma tia e uma prima, residentes em Coimbra. Foram elas que o receberam quando saiu em precária, em fevereiro de 2016, tendo-se mostrado disponíveis para o receber caso saísse em liberdade.

O facto de Tojó ter apoio desta tia, bem como o bom aproveitamento nas aulas de contabilidade e marketing, foram fatores decisivos nos pareceres dos especialistas do EP de Coimbra, avança o "Notícias de Aveiro".