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Câmara lança marca internacional “Lisboa Robotics”

O objetivo é juntar sob a mesma marca os vários atores do cluster da robótica do município: empresas produtoras de robôs, instituições utilizadoras e centros de investigação. E projetar Lisboa e Portugal no mercado mundial do sector

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

Chama-se "Lisboa Robotics" e é uma nova marca apresentada esta sexta-feira, pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), para promover a projeção nacional e internacional da indústria e dos centros de investigação científica do cluster da robótica que se está a desenvolver na concelho.

A iniciativa é inspirada na promoção que a CML tem feito das startups e das incubadoras de empresas inovadoras nos mercados internacionais, que culminou com a realização do Web Summit em Lisboa em novembro de 2016, e integra-se na estratégia de inovação aberta da cidade definida pelo autarquia.

A apresentação do "Lisboa Robotics" e do Cluster da Robótica de Lisboa tem lugar no Lispolis (Polo Tecnológico de Lisboa) e segundo Pedro Lima, coordenador do Grupo de Robôs e Sistemas Inteligentes do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), um dos parceiros da iniciativa, "a ideia é juntar sob a mesma marca os vários atores da robótica, ou seja, as 15 empresas produtoras de robôs e de sistemas robóticos, as instituições utilizadoras - nomeadamente instituições públicas - e os centros de investigação existentes na Universidade Nova de Lisboa, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, no ISCTE e no Instituto Superior Técnico" (IST).

Só o IST (Universidade de Lisboa) tem três institutos que desenvolvem investigação nesta área do conhecimento: o ISR, o IDMEC (engenharia mecânica) e o INESC-ID (engenharia de sistemas e computadores).

Incubadora de empresas e laboratório vivo num bairro lisboeta

Além da nova marca, a apresentação do cluster de robótica de Lisboa "será o ponto de partida para o estabelecimento formal de uma rede de parceiros estratégicos", explica Pedro Lima, que é também presidente adjunto para os Assuntos Científicos do ISR, onde trabalham mais de 100 investigadores.

O programa estratégico da "Lisboa Robotics" inclui a criação de uma incubadora de empresas no Lispólis como estrutura de apoio e dinamização do cluster da robótica no município. E o lançamento de uma rede de "hotspots" espalhados pela cidade, espaços para testes e experimentação de equipamentos e produtos de robótica - robôs submarinos, drones e robótica aérea, equipamentos de mobilidade, etc. - feitos pelos centros de investigação e pelas empresas, abertos a profissionais e, por vezes, ao público em geral.

Inclui ainda a criação de um "Living Lab", enquanto "projeto estruturante do cluster da robótica e da posição da Câmara de Lisboa perante o setor", refere o investigador do ISR ao Expresso. Este laboratório vivo, uma iniciativa inédita a nível internacional, vai ser instalado num bairro da cidade, numa zona robotizável onde a população poderá conviver com todo o tipo de robôs. Por fim, será criado um grupo de reflexão sobre questões éticas e legais, em articulação com este "Living Lab".

"Queremos dar visiblidade internacional a Lisboa e a Portugal através da robótica", esclarece Pedro Lima. A apresentação do "Lisboa Robotics" no Lispólis é feita por Duarte Cordeiro, vice-presidente da CML e há um debate sobre oportunidades e desafios do setor da robótica na região de Lisboa com a participação de Pedro Lima, Paulo Alvito (empresa IdMind), Pedro Petiz (empresa Tekever) e Carlos Cardeira (Sociedade Portuguesa de Robótica).

No final do evento haverá um RoboCoffee, demonstração e apresentação de equipamentos e projetos, com bebidas servidas por ... robôs.