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Sociedade

Quercus vê acordo sobre Almaraz como primeiro passo “insuficiente”

A associação ambientalista Quercus considera insuficiente o acordo entre Portugal, Espanha e Comissão Europeia sobre a central nuclear de Almaraz, ressalvando que é apenas "um primeiro passo" para satisfazer as reivindicações ambientais. Trata-se de "uma medida de caráter essencialmente político e insuficiente, e que ainda não corresponde às verdadeiras expectativas da sociedade portuguesa".

A Quercus quer a revogação de uma declaração de impacto ambiental favorável à construção de um armazém de materiais radioativos e que "Portugal possa participar devidamente no processo de consulta pública".

Recomenda ao Governo que não abrande esforços para garantir a participação portuguesa no processo que envolve a central, cujo encerramento a Quercus defende, sem renovação da licença de funcionamento que expira em junho de 2020.

A Quercus saúda que o acordo permita "suspender temporariamente a construção" do armazém.

A Comissão Europeia anunciou esta manhã que acordou com os governos de Portugal e Espanha uma "resolução amigável" para o litígio em torno de Almaraz, que prevê uma visita conjunta à central nuclear, com a participação do executivo comunitário.