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Serviços Prisionais esclarecem que torres de vigia em Caxias estavam “ativas”

Nuno Botelho

Três reclusos fugiram esta madrugada do Estabelecimento Prisional de Caxias, concelho de Oeiras, através da janela da cela que ocupavam. Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional fala em “dramática falta de guardas prisionais”

Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais esclareceu este domingo, em comunicado, que as duas torres de vigia no estabelecimento prisional de Caxias próximas do local por onde esta madrugada se evadiram três reclusos “se encontravam ativas” no momento da fuga.

“A propósito de notícias que têm estado a ser divulgadas, na sequência da evasão de três reclusos verificada esta madrugada no Estabelecimento Prisional de Caxias, a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais sente-se na necessidade de vir esclarecer que a Torre 7 e que a Torre 4, que ficam do lado e na proximidade do local por onde se verificou a evasão, se encontravam ativas, portanto com os elementos de vigilância no seu local de trabalho”, lê-se no comunicado da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais divulgado este domingo. O documento acrescenta que outra torre de vigia, localizada na frente do estabelecimento prisional, em “local oposto ao da evasão, também se encontrava ativa”.

Três reclusos, dois chilenos e um português fugiram esta madrugada do Estabelecimento Prisional de Caxias, concelho de Oeiras, através da janela da cela que ocupavam.

A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional considerou que a evasão de três reclusos do Estabelecimento Prisional (EP) de Caxias é fruto da “dramática falta de guardas prisionais”. Para o presidente da associação, Mateus Dias, o que aconteceu esta madrugada no Estabelecimento Prisional de Caxias “é o reflexo das más condições em que se encontra o sistema prisional”, que, na sua opinião, “foi votado ao abandono pelo Estado”.

“Há uma situação dramática de falta de guardas prisionais. Pelas contas da associação faltam pelo menos mais 1.200 guardas nas cadeias portuguesas, um alerta que temos vindo a fazer há cerca de oito anos”, disse à agência Lusa. A desativação de algumas torres de vigia em várias cadeias por falta de efetivos é um dos exemplos dado por Mateus Dias.

Em comunicado, a Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais informou que os evadidos são dois cidadãos chilenos, com 29 e 30 anos, e um português com 30 anos e que “se encontravam presos a aguardar julgamento por crimes de furto e roubo”. A fuga mereceu a instauração de um processo de averiguações, a cargo do Serviço de Auditoria e Inspeção da Direção Geral.

[Notícia atualizada às 19h, depois de correção da Lusa, citando a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e não o Ministério da Justiça]