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Defesa de Manuel Vicente “espantada” com acusação: processo “é inválido”

BERTRAND GUAY / AFP / Getty Images

Vice-presidente de Angola “não foi ouvido”, nem “notificado ou informado de nada”. Para a defesa de Manuel Vicente, isso é “grave e sério” e “invalida o processo” em que é acusado de corromper o antigo procurador Orlando Figueira para que este arquivasse o caso em que estava a ser investigado em Portugal

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Manuel Vicente foi contactado pelo Expresso em Angola e remeteu qualquer contacto para o advogado que o representa. Em comunicado, Rui Patrício garante que acusação do Ministério Público "muito" o "espanta" porque o vice-presidente de Angola não "foi notificado ou informado de nada".

Para a defesa, esta "violação" "grave e séria invalida o processo". Ou seja, Rui Patrício vai alegar que acusação é ilegal.

No comunicado que enviou hoje, o Ministério Público admitia que ainda não tinha notificado Manuel Vicente e que o faria "agora". O vice de Angola é o único dos quatro acusados que não está sujeito a qualquer medida de coação. O ex-procurador Orlando Figueira, acusado de corrpção passiva, está em prisão domiciliária, o advogado Paulo Blanco, que terá servido de intermediário e é acusado de corrupção, está proibido de contactar os outros acusados, tal como Armindo Pires, representante de Manuel Vicente em Portugal, também suspeito de corrupção. .

Os quatro arguidos estão ainda acusados de branqueamento. Na tese do Ministério Público, Orlando Figueira, que era procurador do DCIAP, arquivou dois processos a Manuel vicente em troca de 760 mil euros e a promessa de um emprego.

A defesa de Orlando Figueira alega que o dinheiro foi recebido a título de honorários adiantados.