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Sociedade

Mais portugueses com dentista no centro de saúde

Ana Baião

Cuidados de saúde oral vão ser alargados a todos os utentes inscritos nas unidades que já estão a testar a nova oferta do Serviço Nacional de Saúde

Menos de um ano depois, o Governo vai expandir a experiência-piloto de ter dentistas nos cuidados primários. Uma norma publicada esta quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde adianta que a assistência em saúde oral vai deixar de ser garantida apenas às pessoas mais vulneráveis e a incluir todos os utentes das unidades que fazem parte do grupo experimental.

Nos 13 centros de saúde do Alentejo (Montemor-o-Novo e Portel) e da Região de Lisboa e Vale do Tejo (Monte da Caparica, Moita, Fátima, Salvaterra de Magos, Cartaxo, Rio Maior, Azambuja, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã e Mafra-Ericeira) todos os utentes inscritos podem agora aceder ao dentista. A consulta é pedida pelo médico de família.

No ano passado, quando tive início o projeto-piloto, os cuidados de saúde oral estavam limitados aos utentes considerados mais vulneráveis. No caso, com diabetes, cancro, doenças cardíacas ou respiratórias, insuficiência renal ou sujeitos a transplante. Ao todo, 3396 doentes foram encaminhados para o dentista e foram realizadas 5316 consultas de saúde oral.

A oferta de cuidados dentários nos centros de saúde, que exclui todas as intervenções estéticas, vai continuar a ser avaliada para a eventual extensão a todas as unidades de cuidados primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e assim a toda a população. A ausência de dentistas nos serviços de saúde do Estado tem sido sempre referida como uma das fragilidades do SNS.