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Sociedade

Gastam mais dinheiro em comida, mas comem menos e desperdiçam mais

D.R.

Orientam-se pior na cozinha, mas isso não os impede de serem mais propensos a aventurar-se em receitas exóticas, que geram belas imagens no Instagram. Um estudo britânico expõe as mudanças e contradições das novas gerações em relação à alimentação

O desperdício de alimentos está a aumentar no Reino Unido devido às mudanças de hábitos das novas gerações, indica um estudo nacional publicado esta sexta-feira.

Aqueles que têm entre 18 e 34 anos estão mais preocupados com a apresentação visual da comida de modo a poderem fotografá-la e partilharem essas imagens nas redes sociais, mas são menos eficazes no planeamento das refeições, comprando demasiados alimentos e desperdiçando mais.

No total, 15 mil toneladas de comida são desperdiçadas anualmente, das quais sete mil toneladas provém das habitações, segundo os dados referidos pelo “The Guardian”.

O estudo nacional, com dados recolhidos em supermercados, analisou o padrão de desperdício alimentar de cinco mil consumidores britânicos, mostrando que quase dois terços daqueles com mais de 65 anos nunca desperdiçam comida, o que ocorre em apenas 17% dos que têm menos de 35 anos.

Entre esta nova geração, a atitude “viver para comer” prevalece (55%), com a relação com a alimentação a ser baseada mais no prazer do que na necessidade, o que contribui para maiores gastos e maior desperdício, enquanto na geração mais velha se generaliza mais a atitude “comer para viver”, o que surge associado a uma melhor gestão das compras.

Aqueles que têm mais de 55 anos sabem orientar-se melhor na cozinha, com apenas 18% a desejarem saber mais, enquanto mais de metade dos inquridos com entre 18 e 34 anos admitem faltar-lhes conhecimentos culinários.

Apesar disso, este último grupo é mais propenso a experimentar receitas mais invulgares e exóticas, com ingredientes mais difíceis de encontrar, e que criam pratos que dão belas imagens no Instagram.