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Novo bastonário dos Médicos quer fixar tempos mínimos de consultas

José Caria

Miguel Guimarães tomou esta quarta-feira posse reafirmou o programa de reformas que se propôs fazer, nomeadamente a fixação de tempos mínimos de consultas, preservar a qualidade da medicina e dignificar a classe.

Lusa

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José Caria

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O novo bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, reafirmou esta quarta-feira o programa de reformas que se propôs fazer, nomeadamente a fixação de tempos mínimos de consultas, preservar a qualidade da medicina e dignificar a classe.

Miguel Guimarães tomou esta quarta-feira posse numa cerimónia que encheu o salão nobre da Academia das Ciências de Lisboa e na qual compareceram, além de muitos médicos, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

A "relação médico-doente está fortemente ameaçada", com os médicos com excessivas tarefas burocráticas e administrativas, e a Ordem dos Médicos (OM) "não pode permitir esta situação", disse o novo bastonário, acrescentando que a fixação de tempos mínimos de consulta é uma determinação que "pode e deve ser assumida pelos colégios de especialidade da OM".

Miguel Guimarães pediu a cooperação do Ministério da Saúde no novo cargo que hoje iniciou e o ministro foi de colaboração que falou também, afirmando mesmo que as prioridades apresentadas pelo bastonário são em muita medida as mesmas do Governo.

"Estamos com o bastonário para dignificar o tratamento médico e a qualidade da relação com o doente", disse no final da cerimónia, aos jornalistas, Adalberto Campos Fernandes, quando questionado sobre se aceitava a fixação de tempos mínimos de consulta.