Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Homicida de ex-deputado do CDS condenado a 22 anos de prisão

Filipe Gil Gonçalves foi condenado por homicídio qualificado, roubo e profanaçao de cadáver. A companheira foi absolvida do crime de homicídio e condenada a 6 anos de prisão por roubo e profanação de cadáver

Marta Caires

Jornalista

O Tribunal do Funchal condenou Filipe Gil Gonçalves por homicídio qualificado, roubo e profanação de cadáver. A companheira foi absolvida do crime de homicídio e condenada a 6 anos de prisão por roubo e profanação de cadáver.

A família do ex-deputado Carlos Morgado vai recorrer da absolvição da mulher do homicida.

O homicida e a mulher foram ainda condenados ao pagamento de uma indemnização que ultrapassa os 80 mil euros.

O homicídio não terá sido premeditado, de acordo com a juiza. Mas o esquema montado pelo casal acabou na morte do ex-deputado.

Os factos remontam a 2015, no Funchal. O corpo do ex-deputado do CDS-PP/Madeira, que estava dado como desaparecido desde fevereiro, foi encontrado enterrado num quintal de uma casa em novembro.

A investigação resultou na detenção de dois suspeitos, um homem e uma mulher.

O antigo parlamentar centrista, que era professor aposentado, residia na Ribeira Brava, no concelho a oeste da Madeira, foi dado como desaparecido desde o final de fevereiro de 2015.

Na ocasião, o seu carro foi encontrado estacionado junto de uma das grandes superfícies comerciais do Funchal.

Carlos Morgado passou a ocupar o lugar de deputado na Assembleia Legislativa da Madeira para substituir José Manuel Rodrigues - quando este foi eleito para a Assembleia da República -, passando a independente antes de deixar o parlamento no final de 2012.