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Desabou parte do teto da Sé Catedral de Viana do Castelo

Técnicos da Direção Regional de Cultura do Norte vão deslocar-se esta terça-feira à igreja “para avaliar a situação”

Parte do teto da Sé de Viana do Castelo desabou nos últimos dias, disse esta terça-feira o padre responsável pelo templo, que atribuiu a ocorrência ao mau tempo e ao facto de não se ter concluído uma reabilitação iniciada em 2014.

Em declarações à agência Lusa, o padre Armando Dias contou que “as portas e janelas das torres rebentaram com o mau tempo dos últimos dias, a chuva entrou, escorreu e fez cair parte do teto, em gesso pintado, do batistério”.

O padre adiantou ter “reportado o caso, através de um ofício enviado à Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), responsável pela reabilitação do templo no âmbito do projeto Rota das Catedrais no Norte”, com comparticipação do Programa Operacional Regional do Norte (ON2).

“A primeira empreitada não foi concluída, tendo passado bastante tempo desde o seu início e apesar dos alertas que fiz para a fragilidade das portas e janelas das torres”, sustentou.

A intervenção naquele monumento foi iniciada em novembro de 2014 e previa quatro fases, num investimento global de “mais de meio milhão de euros”.

Na altura, à Lusa o pároco adiantou que as obras começaram “com a recuperação dos altares de Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora dos Artistas”, um investimento superior a 25 mil euros.

Em 2015 avançou “a reabilitação das torres e fachadas da Sé, empreitada orçada em mais de 127 mil euros”.

As fases seguintes, segundo o pároco da Sé, contemplavam, entre outras intervenções “a criação de um núcleo museológico nas salas inferiores da Sé”.

A Sé Catedral de Viana do Castelo é uma construção do Século XV, de estilo românico, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1953.

O projeto a “Rota das Catedrais a Norte”, segundo consta da página da DRCN na internet, tem como objetivo “permitir uma leitura integrada daquele património, numa dupla vertente: por um lado, apostando na investigação e recuperação do edificado e, por outro, divulgando, valorizando, potencializando o desenvolvimento económico e social dos territórios”.