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Mais de 500 ocorrências devido ao mau tempo até às 7h

Mário Cruz / LUSA

A Proteção Civil revela que foi sobretudo no Norte do país que se registaram mais ocorrências

A Proteção Civil registou cerca de 500 ocorrências desde a noite de quarta-feira até às 7h desta sexta-feira, sobretudo por causa do vento forte, e os distritos mais afetados foram Porto, Braga e Viana do Castelo.

Segundo disse à agência Lusa o adjunto-nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Marco Martins, entre as 05h00 e as 07h00 desta sexta-feira verificou-se "uma duplicação do número de ocorrências devido ao forte vento, sobretudo na região norte" de Portugal continental.

O responsável afirmou que o número de ocorrências, sobretudo quedas de árvores, era o esperado pela Proteção Civil, apesar de reconhecer que "o mais surpreendente foi o período entre as 05h00 e as 07h00, durante o qual houve mais de uma centena de ocorrências, em particular na região norte".

Bares e habitações junto ao mar em Lavadores (Gaia) parcialmente destruídos

Vários bares e habitações juntos à beira mar entre Lavadores e Salgueiros, em Vila Nova de Gaia, foram parcialmente destruídos pela força das ondas e do vento durante a madrugada desta sexta-feira, disse fonte dos Bombeiros de Gaia.

O mau tempo provocou também "inúmeras quedas de árvores", uma das quais de grande porte, que "destruiu completamente" uma viatura e danificou outra, na Rua de Pina, em Mafamude, adiantou a fonte.

Em Canelas, a queda de uma estrutura de andaimes cortou a estrada e danificou uma habitação.

A fonte acrescentou que os casos mais graves aconteceram a partir das 04h20, estando a situação na manhã desta sexta-feira "bastante mais calma".

Na zona de Matosinhos/Leça da Palmeira, no distrito do Porto, os bombeiros registaram também várias saídas devido a quedas de estruturas, nomeadamente de marquises que se "desfizeram".

A Lusa contactou o Centro Distrital de Operações de Socorro do Porto que disse também ter o registo de muitas quedas de árvores, mas escusou-se a fazer um balanço das situações mais graves ao nível do distrito, remetendo essa informação para Proteção Civil Nacional, em Lisboa.