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Manifestação contra a eutanásia junta dezenas de pessoas

Manifestação foi organizada pelo movimento cívico 'STOP eutanásia'

MIGUEL A. LOPES / LUSA

Reuniram-se esta quarta-feira dezenas de pessoas em frente à escadaria da Assembleia da República para combater a despenalização da morte assistida

Dezenas de pessoas do movimento cívico 'STOP Eutanásia' juntaram-se esta quarta-feira no largo de São Bento, em frente à Assembleia da República, para marcar posição no debate em torno da petição 'Direito a Morrer com Dignidade', que defende a despenalização da morte assistida em Portugal.

“As pessoas devem informar-se, devem levar isto até ao fundo e aprender e, sobretudo, não se precipitarem em assumir uma posição. Porque de facto a vida é estrutural numa sociedade, é um bem fundamental para todos”, explicou ao Expresso Graça Varão, cofundadora do movimento 'STOP Eutanásia', que se opõe à descriminalização da eutanásia.

O projeto 'STOP Eutanásia' propõe um debate alargado que inclua toda a população e alerte para as conseqüências da despenalização da morte medicamente assistida. “Não é necessário forçar ou antecipar a morte porque a morte natural também é digna”, salienta Graça Varão, que distribuiu panfletos onde enumera “dez razões para não aceitar a legalização da Eutanásia em Portugal”.

Na lista, incluem-se as convicções de que “os cuidados paliativos são a forma mais eficaz e solidária de cuidar, aliviar e acompanhar os doentes incuráveis”, “a autonomia e a responsabilidade são indissociáveis” não existindo “um direito a matar” e “morrer com dignidade não é morrer de forma rápida, mas sim é morrer com alívio da dor, com conforto no sofrimento e com afetos humanos”.

O movimento que hoje bateu o pé com cartazes e mensagens fortes – Aliviar Sim! Matar Não! – pretende ainda que a solução passe pela melhor organização, enquanto sociedade, no acompanhamento de pessoas com doenças terminais ou em casos de extremo desespero. “A vida não é descartável, mesmo no fim continua a ser uma vida que tem de ser acarinhada e acompanhada”, diz Graça Varão. E acrescenta que a resposta deve oferecer os cuidados máximos que se possa ter, o conforto e a companhia “que são precisos até ao último minuto”.