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“Já estava à espera que, mais dia menos dia, iam condenar-me a prisão efetiva”

O deputado madeirense José Manuel Coelho reagiu à condenação a prisão efetiva. Diz que já esperava ser condenado e acusa os juízes do tribunal da relação de promoverem um Estado fascista

O deputado madeirense José Manuel Coelho disse hoje que já estava à espera de ir preso e que os tribunais não são democráticos e que, por isso, só se podem esperar "sentenças fascistas e reacionárias".

O Tribunal da Relação de Lisboa condenou o deputado madeirense a um ano de prisão efetiva, para cumprir aos fins de semana, no âmbito de um processo interposto pelo advogado Garcia Pereira, segundo o acórdão, datado de 26 de janeiro, a que a Lusa teve acesso

."Não me surpreendeu, porque já estava à espera que, mais mês, menos mês, mais dia, menos dia, eles me iam condenar a prisão efetiva", afirmou à Lusa o deputado madeirense, salientando estar admirado por não ter sido condenado mais cedo à prisão e que vai recorrer da decisão.

Segundo o deputado, o "órgão de soberania tribunais não é democrático, transitou do tempo do Salazar com armas e bagagens para o regime democrático"."Ora, como temos esse sistema decalcado do fascismo, naturalmente que, a própria natureza fascista dessas instituições e dos seus titulares só se podem esperar sentenças fascistas e reacionárias", declarou à Lusa.Nas declarações à Lusa, José Manuel Coelho lembrou que não se rende e que, mesmo que vá preso, não vai parar de lutar.

"O objetivo desses senhores juízes fascistas é com a possibilidade da minha prisão desmoralizar-me do ponto vista pessoal e tentar minar a minha combatividade de antifascista. Eu sou antifascista, sou revolucionário e quero a liberdade de expressão para o meu país", acrescentou.

Lusa