Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

O computador para quem gosta de “deitar mãos à obra”

ARTE. A nova máquina da HP permite a utilização por mais do que um utilizador. Mas não está vocacionada para jogos

d.r.

Como todos os computadores, este HP é uma máquina digital, mas tem uma forte componente analógica na forma como permite interagir c com utilizadores com “queda” para as artes. Confuso? Passamos a explicar

Este é o computador que mais aproxima o mundo analógico do digital graças a integração de um sistema de projeção que também é scanner e cria um segundo ecrã tátil. Esta tecnologia permite, de um modo muito simples, digitalizar texturas ou objetos 3D para juntar aos projetos, e trabalhar diretamente com as mãos na área tátil. Um computador que pode ser interessante para, por exemplo, gabinetes de design.

Trabalho a dois

O tapete tátil suporta até 20 toques em simultâneo, o que significa que dois utilizadores podem trabalhar em conjunto, partilhando ideias. O software fornecido facilita a aplicação de imagens digitalizadas em imagens criadas no computador e oferece algumas ferramentas que permitem editar usando os dedos.

Nem é preciso ter grande experiência com software de desenho ou de edição de imagem, já que tudo é muito visual. Se os utilizadores desenhar e/ou pintar no papel, é sempre possível recorrer à digitalização através do scanner, que também pode ser usado para digitalizar objetos 3D graças à conjugação de uma câmara Real Sense da Intel com software que é capaz de captar as dimensões através da projeção de linhas sobre os objetos. O utilizador tem de rodar o objeto para seis posições diferentes, seguindo instruções projetadas no tapete. Simples, mas verificámos que é difícil conseguir resultados fiáveis e esta técnica não permite digitalizar por completo alguns objetos.

Felizmente, há um acessório que torna o processo mais simples e eficiente: uma base rotativa automatizada. Este suporte tem uma ligação USB ao computador para alimentação elétrica e controlo da rotação. No entanto, o preço (€369) parece-nos demasiado elevado para um mecanismo que, na realidade, não é muito mais do que prato de micro-ondas: uma base que faz rodar o objeto.

Desempenho elevado

De base, este é um típico All-in-One com os componentes integrados no monitor. O desempenho é elevado, com destaque para o Core i7 de quatro núcleos e para o processador gráfico GeForce, que até permite executar alguns jogos com qualidade q.b. – mas atenção, esta não é uma máquina de jogos.

O ecrã de 23" tem uma qualidade de imagem convincente, com bons ângulos de visão, distribuição de luz uniforme e contraste elevado. A resolução Full HD é satisfatória, mas considerando o preço e o público-alvo desta máquina, mais píxeis eram muito bem-vindos. Como este ecrã é tátil, permite uma interação curiosa com o tapete tátil: podemos, por exemplo, “atirar” imagens de um para o outro no software fornecido.

Inovador, mas…

O HP Sprout é único. Não há outro PC que ofereça este tipo de experiência de utilização. Um conceito inovador e, em larga medida, interessante para trabalhar projetos de um modo mais “mãos na massa”. Mas a componente software, apesar de minimamente funcional, ainda está longe de efetivar as potencialidades do hardware. E os diferentes componentes que constituem a máquina fazem o preço disparar para um valor que muitos vão considerar proibitivo.

CARACTERÍSTICAs HP Sprout

Processador: Core i7-6700 (quad core 3,4 GHz)

Armazenamento: Disco híbrido 1 TB (5400 rpm)

Memória RAM: 8 GB de RAM DDR4 a 2133 MHz

Conectividade: Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, Bluetooth 4, HDMI, USB 3.0, 2x USB 2.0, jack de áudio Ecrã: 23" tátil Full HD

Projetor: DLP/câmara 3D

Preço: €3075