Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Adalberto reconhece que dívida do SNS aos fornecedores não diminuiu

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

“Vamos terminar o ano [de 2016] com um 'stock' de dívida e com os prazos de pagamento em linha com o que encontrámos no final de 2015", disse o ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, reconheceu esta quinta-feira no Parlamento que a dívida aos fornecedores mantém-se nos níveis e com os prazos de pagamento de 2015, quando estava no poder o anterior Governo.

As declarações do ministro foram uma resposta à deputada Isabel Galriça Neto (CDS) que questionou o ministro sobre a dívida do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, segundo disse, cresce a um ritmo de 27 milhões de euros por mês. Adalberto Campos Fernandes garantiu que a dívida de 2016 vai ser "em linha" com o ano anterior. "Não pagamos como vocês também não pagaram", defendeu-se o ministro.

O ministro reiterou o que já tinha anunciado neste debate, que o SNS termina 2016 com a melhor execução orçamental de sempre, o que levou Isabel Galriça Neto a questioná-lo sobre onde foram os cortes, para que tenha sido obtido este resultado. "Com essa boa execução orçamental, onde é que cortou?", perguntou a deputada.

Adalberto Campos Fernandes respondeu que não se tratou de "nenhum milagre", mas antes de "rigor e justiça social".

O debate tem sido pautado por acusações da oposição que apontam para "o caos" em alguns serviços do SNS e com o ministro a recusar a ideia, afirmando que se trata de "teorias".

"O ruído não adianta nada. Os portugueses sabem bem a diferença entre factos e ruído", disse Adalberto Campos Fernandes.