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MP pede medida de coação pesada para Ricardo Salgado

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Termo de identidade e residência é insuficiente para os procuradores da 'Operação Marquês'. Salgado, que é ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, foi indiciado pelos crimes de corrupção, abuso de confiança, tráfico de influência, branqueamento e fraude fiscal qualificada

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A Procuradoria-Geral da República anuncia em comunicado que o Ministério Público requereu ao juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal o interrogatório judicial de Ricardo Salgado, "tendo em vista a aplicação de medida de coação diversa do termo de identidade e residência".

O juiz Carlos Alexandre está a interrogar o ex-presidente do Banco Espírito Santo, constituído arguido na Operação Marquês.

Segundo a PGR, até à data foram constituídos 20 arguidos (15 pessoas singulares e 5 coletivas), no âmbito deste inquérito, que é investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Salgado, que foi ouvido esta tarde no DCIAP, é suspeito dos crimes de corrupção, abuso de confiança, tráfico de influência, branqueamento e fraude fiscal qualificada.

A Operação Marquês continua em aberto, três anos e meio depois de ter formalmente começado, em julho de 2013. A 20 de novembro de 2014 foram realizadas as primeiras detenções.

A investigação deverá estar concluída no próximo mês de março mas não é impossível que os prazos voltem a ser dilatados devido á complexidade do caso.

A equipa coordenada pelo procurador Jorge Rosário Teixeira reuniu indícios de que a maior parte do dinheiro que Sócrates alegadamente recebeu através do seu suposto testa de ferro, o empresário Carlos Santos Silva, teve origem no saco azul do Grupo Espírito Santo (GES).

Em troca desse dinheiro terá bloqueado a tentativa de compra da Portugal Telecom (PT) pelo grupo Sonae em 2007, impondo mais tarde, em 2010, a compra da empresa de telecomunicações brasileira Oi.

[notícia atualizada às 18h19]