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Capoulas Santos pede “severidade” para trabalho escravo na agricultura

MANUEL ALMEIDA/LUSA

O ministro da Agricultura considera "repugnante” a existência de trabalho escravo na agricultura portuguesa

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, classificou hoje de "repugnante" a existência de trabalho escravo na agricultura portuguesa e disse esperar que as autoridades competentes "atuem com toda a severidade".

"Quando o crime atinge os seres humanos naquilo que é a sua essência, como parece ser o caso, naturalmente é algo que nos repugna e espero que as autoridades competentes atuem com toda a severidade porque não é aceitável que seres humanos utilizem outros seres humanos apenas para obter lucros. Isso é completamente repugnante", afirmou o ministro.

Capoulas Santos, que falava à margem da apresentação do livro "O Vinho no Tempo da Guerra", reagiu desta forma a notícias hoje divulgadas sobre a existência de trabalho escravo em explorações agrícolas no Alentejo.

O presidente da Câmara Municipal da Vidigueira contou hoje terem sido detetados 80 imigrantes sazonais, que trabalham em explorações agrícolas nos concelhos de Moura e Ferreira do Alentejo, a viverem numa oficina, em Pedrogão do Alentejo, no concelho de Vidigueira, com uma única casa de banho, sem privacidade, a dormirem em camas constituídas por pequenos colchões por cima de paletes e, à frente das quais, tinham fogões para cozinharem.

"Vi hoje algumas notícias que me entristeceram profundamente", afirmou Capoulas Santos que disse esperar "que as autoridades a quem compete fiscalizar atuem, detetem e submetam às entidades judiciais aqueles que se vier a comprovar que foram responsáveis por atividades criminosas".