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Homem que matou sogra alega que a confundiu com amante da ex-companheira

O arguido, de 70 anos, disse que estava escuro e que, por isso, acabou por não ver em quem estava a bater. Em tribunal, explicou que a intenção era apenas dar “duas cacetaditas” no alegado amante da sua ex-companheira

O homem acusado de matar a sogra à paulada em Fontarcada, Póvoa de Lanhoso, disse esta segunda-feira em tribunal que a sua intenção era apenas dar “duas cacetaditas” no alegado amante da sua ex-companheira.

No início do julgamento, no Tribunal de Guimarães, o arguido, de 70 anos, disse que, na altura dos factos, estava escuro e que, por isso, acabou por não ver em quem estava a bater.

Acabou por atingir na cabeça a sogra, de 90 anos, que estava acamada, provocando-lhe a morte.

Segundo alegou, a sua intenção não foi matar, mas apenas dar "duas cacetadidas" no seu alegado "rival".

Após o crime, foi ver um jogo de futebol para um café e depois foi para casa dormir, sem saber que tinha matado alguém.

Só de madrugada é que foi "informado" pela Polícia Judiciária de que teria assassinado a sogra.

"Vieram-me logo as lágrimas aos olhos", confessou, num depoimento confuso, contraditório e muitas vezes incongruente.

O arguido está acusado de um crime de homicídio qualificado.

Os factos remontam a 18 de fevereiro de 2016, quando o arguido foi a casa da ex-companheira e se apercebeu de um "vulto" numa das camas.

Suspeitando que seria o amante da sua ex-companheira, desferiu duas pauladas na cabeça, segundo o Ministério Público "com violência".

O arguido alegou que o homem em questão teria uns 50 anos e, fisicamente, "dava quase o dobro" dele.

Em tribunal, disse que, da forma como desferiu as pauladas, se, em vez da sogra, tivesse atingido o "rival" este não teria morrido.

Anteriormente, o arguido e o alegado amante da ex-companheira já teriam trocado uns murros e, a partir daí, o "rival" andaria a ameaçá-lo, pelo que decidiu andar sempre com um pau de quase 80 centímetros de comprimento no carro, para se defender.

No dia do homicídio, e após abandonar o local onde atingiu a vítima, deitou fora o pau que usara.

"Já não precisava dele para nada", alegou.

Disse que nunca se conformou com a decisão da ex-companheira de acabar com o relacionamento que mantinham há 15 anos.

"Eu gostava dela e ainda gosto dela. Eu não estava convencido de que estava separado", disse ainda.