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Almaraz. Diplomacia “muito perto de fechar” encontro ibérico

Central Nuclear de Almaraz, nas margens do Tejo

tiago miranda

Mantendo o suspense, o ministro do Ambiente não confirma se vai esta quinta-feira a Madrid discutir a central nuclear de Almaraz, mas diz que autoridades diplomáticas estão “muito perto de fechar” a sua presença na reunião com as autoridades espanholas

Afinal, o ministro do Ambiente vai ou não estar presente na reunião desta quinta-feira, em Madrid, para discutir o futuro da central nuclear de Almaraz? Esta é uma pergunta a que João Matos Fernandes continua a não dar resposta de forma clara.

Mantendo o suspense, o governante escusou-se esta manhã a confirmar se estará presente na reunião agendada para quinta-feira com a homóloga espanhola, Isabel Garcia Tejerina. O ministro repetiu a ideia de que "só faz sentido haver" um encontro "havendo coisas para discutir". Porém, também afirmou que as entidades diplomáticas dos dois países estão "muito perto de fechar" a sua presença na reunião em Madrid.

Em cima da mesa vão estar a aprovação do aterro temporário para resíduos nucleares em Almaraz, a 100 quilómetros da fronteira portuguesa, e "a revisão" da Convenção de Albufeira, que rege a forma como os rios internacionais, como o Tejo, são geridos por Espanha e Portugal.

Esta terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva deu a entender que a reunião se realizaria, ao afirmar que “prosseguiam os contactos entre os dois Governos, de modo a criar as condições para que possa realizar-se a reunião prevista para o próximo dia 12, com a presença do ministro do Ambiente português".

Por seu lado, o chefe da diplomacia espanhola, Alfonso Dastis, garantiu à Lusa que o Governo português irá participar na dita reunião.

Por agora, no entanto, Matos Fernandes apenas concede que "tem havido um caminho importante" nas conversas diplomáticas entre Portugal e Espanha.