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Morreu Francisco Canas, um dos principais arguidos do processo Monte Branco

O ex-cambista era um dos principais arguidos do caso Monte Branco. E foi condenado por branqueamento de capitais no processo Homeland

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Morreu Francisco Canas, ex-cambista e um dos principais arguidos no megaprocesso 'Monte Branco', investigado pela equipa de Rosário Teixeira, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

O comerciante foi condenado no início do ano pelo crime de branqueamento de capitais num outro processo complexo, o Homeland, que investigou uma burla ao BPN.

A notícia foi avançada em primeira mão pela SIC Notícias e confirmada pelo Expresso.

Francisco Canas, que tinha 75 anos, era dono da Montenegro Chaves, loja da Baixa lisboeta onde se vendiam medalhas e moedas e que encerrou depois do início do processo Monte Branco, em 2012.

Segundo o DCIAP, a loja servia de fachada para um esquema de branqueamento de capitais desde 2006. Suspeita-se que o comerciante tenha movimentado pelo menos 100 milhões de euros em seis anos, ganhando um por cento de comissão pelas transferências de dinheiro entre Lisboa, Suíça e Cabo Verde.

Entre os arguidos do caso Monte Branco estão os gestores da Akoya como Michel Canals e Nicolas Figueiredo. O caso desencadeado há quase 4 anos ainda não tem acusação.

De acordo com a lei, com a morte de Canas, o processo contra ele extingue-se.