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Mais acidentes mas menos mortos e feridos nas estradas em 2016

Tiago Petinga / Lusa

Os dados são ainda provisórios mas dão já uma dimensão do fenómeno da sinistralidade rodoviária durante o ano passado em relação aos dois anos anteriores

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Durante todo o ano de 2016 registaram-se 127,2 mil acidentes nas estradas portuguesas. Foram mais dez mil do que em relação a 2014 e mais cinco mil do que os verificados em 2015.

Sem surpresas, Lisboa é o distrito onde a sinistralidade rodoviária é maior, tal como tem acontecido em anos anteriores: foram cerca de 26,8 mil os acidentes de viação registados no ano passado, um pouco mais do que nos dois anos anteriores. Seguem-se os distritos do Porto (23,5 mil), de Braga (10,7 mil) e de Aveiro (10,1 mil).

Os números, apresentados esta tarde pelo secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes, nas instalações da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), são ainda provisórios mas dão já uma dimensão do fenómeno da sinistralidade nas estradas em Portugal no último ano.

Em relação aos mortos, há aparentemente uma descida de 473 em 2015 para 447 no ano passado (ainda não estão contabilizados os feridos graves que acabam por morrer até 30 dias depois dos acidentes). A capital é o local onde mais pessoas morrem vítimas de acidentes de viação (57 mortos). Mas nem sempre foi assim: em 2015, o Porto registou mais mortes do que Lisboa (64 para 60 respetivamente). E Bragança é o distrito com menor mortandade (7 casos no ano passado).

Também o número de feridos graves está em queda (de 2250 para 2034 pessoas em 2016) bem como os feridos ligeiros, que no ano passado foram de 38,3 mil contra os 38,8 mil de 2015 registados pela ANSR.