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Sociedade

Empresas de segurança lamentam greve nos aeroportos

Tiago Miranda

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) - um dos sindicatos que representa os trabalhadores da Prosegur e da Securitas - convocou uma greve para 27, 28 e 29 de dezembro, em protesto por falta de acordo para o Contrato Coletivo de Trabalho. A Associação de Empresas de Segurança lamenta a situação

A Associação de Empresas de Segurança (AES) lamentou esta sexta-feira a greve dos trabalhadores da Prosegur e da Securitas, realçando que a proposta do SITAVA teria “custos incomportáveis para as empresas”, pondo em causa o emprego de 1.500 vigilantes aeroportuários.

Em comunicado, a AES lamenta “todos os transtornos que a greve venha a causar, a quem escolheu este período festivo para viajar e se juntar aos seus familiares, e reitera a sua disponibilidade para o diálogo, com vista à celebração de um acordo justo e exequível, que permita a valorização profissional do pessoal de segurança privado, mantendo a sustentabilidade dos respetivos postos de trabalho”.

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) - um dos sindicatos que representa os trabalhadores da Prosegur e da Securitas - convocou uma greve para 27, 28 e 29 de dezembro, em protesto por falta de acordo para o Contrato Coletivo de Trabalho.

“A AES empenhou-se, de forma séria e comprometida, na negociação com o SITAVA”, esclareceu esta sexta-feira a associação que participou “em 15 reuniões, desde o início de setembro”, realçando que ponderou todas as propostas feitas pelo sindicato e rejeitou “apenas aquelas que seriam incomportáveis”. Em alternativa, acrescentou, a AES apresentou “contrapropostas capazes de fazerem avançar o processo negocial e de viabilizar soluções mutuamente vantajosas”.

De acordo com a associação, a última proposta apresentada pelo SITAVA, a 16 de dezembro, acarretaria um acréscimo de custos para as empresas de segurança superior a 25% no ano de 2017 e a 36% nos dois anos seguintes, o que seria “manifestamente insustentável para os operadores”.

Já a última proposta da AES - transmitida ao SITAVA em 22 de novembro - previa, nomeadamente, a criação de novas categorias profissionais específicas da carreira de segurança aeroportuária, um aumento salarial de 2,4% para o ano de 2017 e um aumento salarial para 2018 indexado ao IPC (que se prevê ser de 1,2%).

Na quinta-feira, a ANA - Aeroportos de Portugal informou que a greve dos trabalhadores do 'handling' e da segurança deverá causar constrangimentos nos aeroportos a partir de sábado e pediu aos passageiros para chegarem com antecedência e de preferência com bagagem de porão.

Em comunicado, a gestora dos aeroportos portugueses adverte que “é previsível que o processamento de passageiros nos aeroportos nacionais venha a sofrer constrangimentos”, devido às greves convocadas para os dias 24, 27, 28, 29 e 30 de dezembro, recomendando que “durante os dias abrangidos pelos pré-avisos de greve, se apresentem no aeroporto respetivo com a devida antecedência e sigam as instruções transmitidas pela sua companhia aérea”.

Na mesma nota, a ANA sugere aos passageiros que privilegiem a utilização de bagagem de porão, reduzindo o transporte de bagagem de cabine, “facilitando assim o processo de controlo de segurança de pessoas e bens”.

As perturbações nos aeroportos nacionais podem começar já no sábado, dia 24 e véspera de Natal, com uma greve na Groundforce (empresa de 'handling'), convocada pelo SINTAC em protesto contra a administração da empresa e “em defesa do Acordo de Empresa”.

Ainda assim, é a partir de terça-feira, dia 27, que os impactos deverão ser maiores, devido às greves convocadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), que abrangem a Groundforce e a Portway, os dois principais operadores de 'handling' (assistência nos aeroportos) e também os trabalhadores da Prosegur e da Securitas, que são quem assegura o raio-x da bagagem de mão e o controlo dos passageiros e também dos trabalhadores do aeroporto.