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Oito contra sete: arquivamento das suspeitas contra Carlos Alexandre passa por pouco

Conselho Superior de Magistratura considera que não há motivos para instaurar um processo disciplinar a Carlos Alexandre por causa da entrevista à SIC. Decisão passou por pouco

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Apesar de ter considerado "pouco felizes" "algumas" das declarações feitas por Carlos Alexandre à SIC, o Conselho Superior da Magistratura decidiu arquivar o inquérito disciplinar ao juiz porque não encontrou "relevância disciplinar" em frases como "não tenho amigos pródigos" ou "vivo do meu trabalho".

A decisão dividiu o conselho: oito votaram a favor do arquivamento, sete queriam que o inquérito fosse convertido em processo disciplnar.

Na entrevista, Carlos Alexandre garantiu não ter fortuna pessoal, nem amigos ricos ou contas bancárias em nome deles. "Os meus encargos só são sustentados com trabalho sério." Estas declarações foram vistas por José Sócrates como "um ataque" e uma "cobarde insinuação" e levou o ex-primeiro -ministro a apresentar queixa contra Carlos Alexandre. Na tese do Ministério Público José Sócrates tem, precisamente, dinheiro nas contas do amigo Carlos Santos Silva.

Sócrates já tinha tentado afastar Carlos Alexandre do seu processo, pondo em causa a sua imparcialidade, mas o Tribunal da Relação de Lisboa não deu provimento à iniciativa do antigo primeiro-ministro.

  • Conselho Superior da Magistratura abre inquérito a Carlos Alexandre

    Decisão do órgão de gestão e disciplina dos juízes decorre da queixa apresentada a 27 de setembro por José Sócrates contra o juiz [do Tribunal Central de Instrução Criminal], relativa ao conteúdo da entrevista dada por este à SIC e ao Expresso. Conselho confirma notícia avançada pelo Expresso há dois dias.