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Uma questão de estilo

d.r.

Num segmento em que a imagem conta muito, o Audi A5 está como peixe na água. É que o modelo da Audi acaba por ser um A4 com uma roupagem mais sofisticada. O jornalista Rui Pedro Reis lança um primeiro olhar sobre os novos A5 e S5 Coupé e revela-lhes os principais trunfos, além de um porte mais atlético e um perfil mais premium

Rui Pedro Reis/SIC

É inegável a herança do Audi A4. Daí que a expectativa fosse grande quanto à chegada do novo A5. Tal como na mais recente geração do A4, a plataforma partilhada permite que o A5 esteja mais leve. O emagrecimento permitiu poupar 60kg no peso total. O número pode não parecer impressionante, mas é significativo já que o espaço interior é maior, a bagageira também (465 litros) e a distância entre eixos aumentou. O trabalho de engenharia era necessário porque a primeira geração do A5 Coupé foi uma referência quando nasceu, em 2007, mas agora a concorrência tem dois argumentos de peso: o BMW Série 4 e o Mercedes Classe C Coupé. O trabalho de design é subtil mas mas o suficiente para se perceber as diferenças. As linhas são mais pronunciadas. Exemplo disso é a linha de cintura, mais presente e que acentua o perfil desportivo. A grelha frontal é mais plana e larga, complementada pelos faróis LED. Na traseira, os farolins LED nascem no prolongamento da linha de cintura, num conceito de continuidade que alinha com as tendências de design atuais.

Ainda o diesel

As motorizações a gasóleo podem ter os dias contados, mas mesmo no grupo Volkswagen percebe-se que o final não é para já. Prova disso é que nesta fase de lançamento, o A5 Coupé vai contar com três opções diesel e apenas uma oferta a gasolina. Trata-se do imponente 3.0 TFSi do S5 Coupé. Um bloco V6 2995 c.c. que agora debita 345 cv, mais 21 cv que na anterior geração e com menores consumos e emissões de CO2. Mas as vendas deste tentador V6 vão ser residuais. Já os três diesel têm tudo para ser mais expressivos. A entrada de gama é feita com o quatro cilindros 2.0 TDi com 190 cv. Depois, há o 3.0 TDi, nas versões de 218 cv e 286 cv. A caixa manual de seis velocidades foi revista, bem como as caixas automáticas S Tronic e Tiptronic. Esta última está reservada para o 3.0 TDi 286 cv e para o mais nutrido S5 que vai chegar mais tarde ao mercado. Grande novidade nesta nova geração é que a tecnologia de traçar integral Quattro passa a estar também disponível para os motores quatro cilindros e versões com caixa manual.

Herança Tecnologia

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Não é só no chassis que o novo A5 recebe uma forte herança do Audi A4. Também no campo da tecnologia são evidentes as semelhanças. A começar pelo Virtual Cockpit que substitui em poção o tradicional painel de instrumentos. O sistema MMI plus, com um ecrã de 8”, complementa a consola central, e pode vir equipado com as mais recentes propostas da Audi em matéria de conectividade. Também os sistemas de ajuda à condução foram revistos e passam a estar disponíveis os mais recentes, como o Audi active lane assist e o Audi pre sense. O assistente de trânsito funciona em conjunto com o Cruise Control ativo e interpreta a sinalização. A lista de equipamento é extensa, como acontece na maioria das gamas atuais. Em resumo, a aposta no conforto a bordo levou à utilização de melhores materiais, com uma sensação de maior amplitude e mais perceção de qualidade.Tal como aconteceu no A4, o conforto acústico foi muito trabalhado.

Os preços do Audi A5 começa abaixo dos 50.000 euros, mas numa versão com equipamento reduzido. Nas versões Sport ou Design o valor já ultrapassa essa fasquia. O teste dinâmico fica para 2017, mas mesmo sem o ter conduzido percebe-se que a Audi viu-se forçada a acompanhar as apostas dos concorrentes diretos. Só falta saber se os atributos deste chassis chegam. É que o A4 mostra-se irrepreensível em dinamismo, mas a clientela de um A5 pode aspirar a um comportamento mais desportivo. Ou talvez não. E se for uma questão de estilo aí a coisa está garantida. O Audi

A5 é um daqueles automóveis que consegue ser um falso discreto. Não é demasiado ostensivo mas é impossível não reparar nele.