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Facebook vai começar a identificar notícias falsas

PETER DA SILVA/EPA

A rede social vai trabalhar com verificadores independentes de factos e, apesar de se poder continuar a partilhar a notícia, mesmo com o alerta, os utilizadores serão questionados se querem mesmo fazê-lo, dado que se trata de uma notícia pouco fidedigna

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O Facebook vai passar a colocar avisos nas notícias consideradas falsas ou de fontes pouco fidedignas, anunciou a empresa em comunicado. O alerta aparecerá por baixo da publicação, a vermelho, e ainda dirá "Contestado por verificadores de conteúdos independentes. Saiba porquê" (Disputed by a 3rd party. Learn why this is disputed).

D.R

Ou seja, não será o próprio Facebook a decidir o que é falso ou não. A ideia é que as histórias denunciadas pelos utilizadores sejam enviadas para verificadores independentes de factos e conteúdos que depois dizem se a notícia é falsa ou não.

Segundo o site de notícias Politico, a rede social de Zuckerberg vai recorrer à Poynter International Fact-Checking Network (IFCN) (Rede Internacional de Verificação de Factos"), e de acordo com o The Guardian irá usar cinco organizações – ABC News, AP, FactCheck.org, Politifact e Snopes.

"Acreditamos em dar voz às pessoas e não podemos ser os árbitros da verdade. Portanto, estamos a abordar este problema com cautela (...) Acreditamos que ao dar mais contexto podemos ajudar as pessoas a decidir no que confiar e o que partilhar. Começámos um programa em parceria com organizações independentes que verificam factos e que são signatárias do Código de Princípios do Poynter International Fact Checking", refere o comunicado.

Que explica ainda: "Usaremos as denúncias da nossa comunidade, juntamente com outros sinais, para enviar as histórias para estas organizações. Se identificarem as notícias como sendo falsas, elas serão marcadas com uma bandeira como duvidosas e haverá um link para um artigo que explica porquê. Estas histórias duvidosas também poderão aparecer mais para baixo no feed de notícias".

O Facebook alerta,contudo, que continuará a ser possível partilhar estas histórias, mas que antes de o utilizador o fazer aparecerá uma caixa a perguntar se o quer mesmo fazer.

D.R

A necessidade de avançar com estas medidas surgiu após as eleições presidenciais dos EUA e a divulgação de que tinham sido publicadas várias notícias falsas que beneficiavam o candidato republicano Donald Trump e o terão levado à vitória.

Na altura, o diretor e editor do Poynter Institute's International Fact-Checking Network, Alexios Mantzarlis, disse que o "Facebook impulsionou os sites de notícias falsas" e que essas notícias deviam ser retiradas da rede social. Mas ao mesmo tempo considerou que "é a primeira plataforma onde se podem medir como é que estas notícias se espalham e como é que podem ser controladas".