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Lalanda e Castro detido durante uma reunião da Octapharma na Alemanha

Antigo patrão de Sócrates na multinacional farmacêutica foi detido quarta-feira à tarde nas instalações da Octapharma em Heidelberg, na Alemanha. Lalanda e Castro está indiciado por corrupção ativa

A Polícia Judiciária coordenou-se com as autoridades alemãs para deter Paulo Lalanda e Castro esta quarta-feira à tarde, a meio de uma reunião da Octapharma nas instalações que a multinacional farmacêutica possui em Heidelberg, no âmbito da Operação O Negativo, sobre suspeitas de corrupção no fornecimento de plasma sanguíneo ao Estado português.

O administrador da empresa com sede na Suíça foi surpreendido pela polícia e levado para poder ser presente a um juiz, que terá agora de decidir sobre o processo de extradição para Portugal. Em coordenação com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, a PJ já tinha promovido na terça-feira operações de buscas na Suíça, quer à sede local da Octapharma, em Lachen, quer à casa que o administrador português tem naquele país, e que é a sua residência oficial.

De acordo com uma fonte ligada à investigação, Paulo Lalanda e Castro acabou por apresentar a demissão de administrador da empresa apenas depois de ter sido levado preso. A Octapharma acabaria depois por divulgar um comunicado sobre o seu afastamento do cargo.

A detenção de Lalanda e Castro, indiciado por corrupção ativa, acontece dois dias depois de ter sido detido o médico Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente da ARS de Lisboa e do INEM, e que está indiciado por corrupção passiva, por suspeitas de ter favorecido a Octapharma num concurso público em 2000 que veio permitir à multinacional farmacêutica obter uma posição de monopólio em Portugal no fornecimento de plasma sanguíneo ao Serviço Nacional de Saúde.