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Gaianima: PJ investiga inundação em sala selada por ordem judicial

Câmara de Gaia garante que toda a documentação relativa à Gaianima está guardada em suporte digital, não tendo a inundação ocorrida esta segunda-feira no Arquivo Municipal comprometido provas da investigação

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Uma inundação por inflitração das condutas de ar condicionado destruiu esta segunda-feira, quase toda a documentação relativa ao processo em curso da Gaianima, a empresa municipal suspeita de ter causado ao erário público um prejuízo de 4,4 milhões de euros na vigência de Luís Filipe Menezes e extinta no início de mandato do atual executivo socialista.

O gabinete de comunicação da Câmara de Gaia avança que a inundação, detetada por técnicos de uma empresa de manutenção de ar condicionado, não compromete o curso do processo da Gaianima, já que toda a prova documental está copiada em suporte digital “em mais do que uma localização, face às cautelas tomadas pela Câmara”.

A Polícia Judiciária do Porto foi de imediato alertada para a ocorrência, que se encontra a fazer diligências para apurar se a fuga de água terá sido originada por dolo. A sala do Arquivo Municipal onde estava arquivada a documentação que ditou a acusação de três ex-administradores da Gaianima estava “selada por ordem do tribunal” desde as buscas à Gaianima no início do ano.

Em setembro último, Ricardo Almeida, executivo da Gaianima de 2011 a 2013, Angelino Ferreira, ex-administrador financeiro da empresa, e João Vieira Pinto, ex-administrador comercial e atual diretor da FPF, foram acusados pelo Ministério Público por crimes de abuso de poder, infidelidade e peculato de uso.

Ao que Expresso apurou, ainda não há data marcada do julgamento.

  • João Vieira Pinto, Ricardo Almeida e Angelino Ferreira vão responder em tribunal por alegados prejuízos ao erário municipal, suspeitos de terem desrespeitado normas enquanto gestores públicos na administração da extinta Gaianima, empresa da Câmara de Gaia encerrada com um buraco de 4,4 milhões de euros

  • O executivo de Eduardo Vítor Rodrigues vai processar o ex-administrador da Gaianima por difamação e acusações gratuitas. Angelino Ferreira afirma que auditoria às contas da empresa extinta foi ditada por guerra político-partidária

  • Ex-administrador da área financeira da Gaianima diz que quem não deve não teme e que está disponível para colaborar com as autoridades apesar de desconfiar das conclusões da auditoria “conduzida por uma empresa ligada à esfera do PS”