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Sociedade

Cinco cientistas ganham bolsas milionárias do Conselho Europeu de Investigação

José Carlos Carvalho

Cada bolsa varia entre um a dois milhões de euros e as cientistas portuguesas trabalham nas universidades do Minho, Lisboa e Leiden (Holanda) e no Instituto Curie (França)

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

Cinco cientistas portuguesas e uma cientista espanhola a trabalhar em Portugal acabam de ganhar bolsas milionárias do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla inglesa). As bolsas vão financiar durante cinco anos projetos de investigação fraturantes, na fronteira do conhecimento, nas áreas da biologia celular e de desenvolvimento; instrumentos de diagnóstico, terapias e saúde pública; culturas e produção cultural; e produtos e processos de engenharia.

As investigadoras são Ana Rita Cruz Duarte e Alexandra Marques (Universidade do Minho), Silvia Rodriguez Maeso (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra), Sara Magalhães (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), Susana Sousa Lopes (Centro Médico da Universidade de Leiden, Holanda) e Renata Basto (Instituto Curie, França).

As bolsas do ERC são as maiores bolsas individuais da Europa e destinam-se a financiar projetos de investigação fundamental que não são apoiados por qualquer outro fundo da UE devido ao seu alto risco, isto é, podem dar ou não resultados finais.

Bolsas variam entre um e dois milhões de euros

As seis cientistas ligadas a Portugal vão receber bolsas que variam entre um e dois milhões de euros, somando quase 12 milhões de euros, fazendo parte de um grupo de 314 investigadores de 39 nacionalidades que foram contemplados com cerca de 605 milhões de euros em bolsas do ERC, depois de um processo de seleção que escolheu 13,8% dos 2274 concorrentes iniciais.

O concurso dizia respeito às chamadas Consolidator Grants (Bolsas de Consolidação), a que podem concorre cientistas com sete a doze anos de experiência depois do doutoramento e "uma carreira científica muito promissora", explica um comunicado do ERC, em termos de projetos desenvolvidos, descobertas alcançadas, artigos publicados em revistas de referência internacional, número de citações desses artigos e outros resultados.

Carlos Moedas, comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, afirmou depois da divulgação dos resultados do concurso para a atribuição das Consolidator Grants que "os vencedores foram contemplados com estes fundos competitivos porque são cientistas de topo com ideias fraturantes e, por isso, investir no seu sucesso terá retorno".