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Marques Mendes: portugueses “acham quase normal” que futebolistas fujam ao fisco

Luís Barra

O comentador da SIC fez, este domingo, uma referência ao trabalho de investigação que o Expresso e outros jornais internacionais têm estado a desenvolver sobre a fuga ao fisco de vários jogadores e personalidades ligadas ao futebol

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O ex-líder do PSD e comentador da SIC, Luís Marques Mendes, está admirado com a poica importância que os portugueses estão a dar às notícias de fuga ao fisco por parte de jogadores e outas personalidades do mundo do futebol.

"Aos olhos dos portugueses, o futebol é mesmo um mundo à parte. Se viesse a público noticias de fuga ao fisco de um polítio ou de um empresário caía o Carmo e a Trindade. Relativamente a jogadores de futebol parece que há uma atitude de indiferença ou até de compreensão. As pessoas acham quase normal. Isto é que me parece completamente absurdo. Uma coisa é ter os nossos ídolos, mas a sociedade devia ser mais exigente e menos reverente perante jogadores de futebol, que ganham fortunas e depois tentam não pagar ao fisco tudo o que devem", disse no seu habitual comentário na SIC.

A reação veio a propósito do trabalho que o Expresso e outros jornais têm estado a publicar há já uma semana sobre a fuga ao fisco de personalidades como Ronaldo, Mourinho, Pepe, ou Ricardo Carvalho,

Marques Mendes elogiou o trabalho, mas lembrou que mais importante que serem jogadores de futebol, "tudo isto anda à volta de tentativas de fuga ao fisco. Este fenómeno que é o Expresso tem publicado é transversal à sociedade em geral e acontece com futebolistas e não futebolistas. E isso tem um peso importante".

"Este problema, seja com futebolistas, empresários, gestores ou empresas, só se resolve quando houver a coragem de resolver o problema das offshores e dos paraísos fiscais. As coisas já avançaram bastante, mas o problema de fundo é que vão haver sempre tentativas e manobras de recorrer aos paraísos fiscais para pagar menos impostos, o que podendo não ser ilegal, todavia é altamente imoral", concluiu.