Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

PJ fez buscas na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

d.r.

Polícia Judiciária realizou esta manhã buscas na sede da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Há suspeitas de favorecimento em ajustes diretos

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção, da PJ, realizou buscas na sede da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A operação decorreu esta manhã naquela instituição.

A informação, avançada pelo "Diário de Notícias", foi confirmada por fonte da Polícia Judiciária e pelo gabinete de comunicação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

O site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) revela que foram feitas ao total "nove buscas domiciliárias, duas buscas a local de trabalho de advogado e quatro buscas não domiciliárias".

Segundo o Expresso apurou, as buscas estão relacionadas com suspeitas de favorecimento em ajustes diretos.

Ainda segundo a PGDL, no inquérito, investigam-se suspeitas de aquisição de bens e serviços pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, "com recurso a contratação por ajuste direto a empresas com relações a trabalhadores e órgãos da referida instituição, beneficiando indevidamente aquelas e estes, em detrimento das regras que presidem ao regular funcionamento do mercado".

Em causa estão factos suscetíveis de integrar a prática de crime de participação económica em negócio.

O inquérito não tem arguidos constituídos e encontra-se em segredo de justiça.

O "Diário de Notícias" garante que os inspetores estiveram ainda na casa de Helena Lopes da Costa, administradora da instituição e ex-vereadora na Câmara Municipal de Lisboa.

Já o "Correio da Manhã", garante que a Judiciária está a investigar suspeitas de fraccionamento de obras para evitar concursos públicos.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa avança, em comunicado, que "confirma que foram efectuadas, esta manhã, buscas pela Polícia Judiciária, no âmbito de uma investigação a alguns processos aquisitivos, numa área específica da SCML".

Ainda de acordo com a instituição, "a administração da SCML deu orientações aos seus serviços para colaborarem com as autoridades".

Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.