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Sociedade

Empresários da restauração acusados de exploração de imigrantes ilegais

Três empresários ligados ao ramo da restauração começam a ser julgados esta segunda-feira, em Coimbra, indiciados de auxílio à imigração ilegal e de exploração de mão de obra de trabalhadores em situação vulnerável

Dois homens e uma mulher ligados ao setor da restauração vão começar a ser julgados esta segunda-feira no Tribunal de Coimbra por 34 crimes de auxílio à imigração ilegal, acusados de explorarem dezenas de trabalhadores, a laborarem com horários de 10 horas diárias, seis dias por semana, sem férias nem subsídios de férias e de Natal.

Os arguidos são acusados pelo Ministério Público de 34 crimes em coautoria, por suposto “aproveitamento de vulnerabilidades pessoais e documentais” de dezenas de trabalhadores estrangeiros em situação ilegal, refere a Lusa.

Na alçada da justiça estão ainda as quatro empresas responsáveis pela gestão de quatro restaurantes em Coimbra e uma firma ligada à formação de recursos humanos. O Ministério Público suspeita que os crimes terão ocorrido desde 2007 e tiveram como motivação a redução de custos de pessoal. A maioria dos trabalhadores são de nacionalidade indiana, nepalesa, brasileira, uzbeque e ucraniana.

Ainda segundo o despacho da acusação, os funcionários ganhariam entre 400 e 500 euros e eram obrigados a trabalharem 60 horas por semana, sem direito a horas extraordinárias, além de serem alojados em habitações exíguas, em grupos de oito a 15 pessoas. Entre as acusações figuram ainda a falta de pagamentos e atrasos na comunicação contratual à Segurança Social, que terá sido lesada em 233,7 mil euros.