Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

O portátil que é um bloco de notas

d.r.

A Lenovo demonstra, uma vez mais, que os portáteis não têm de ser todos iguais, nem sequer parecidos

A marcha chinesa que adquiriu a divisão de PC da IBM em 2004 é a que mais vende computadores pessoais em todo o mundo. Mas, apesar desta liderança, a Lenovo não “dorme à sombra da banaaneira” e tem vindo a lançar computadores inovadores num segmento que estava habituado a ver mais do mesmo.

O Yoga Book é o mais recente exemplo da capacidade da Lenovo em surpreender o mercado. O Yoga Book não é apenas um portátil mais fino que alguns tablets. É, provavelmente, o primeiro portátil que pode funcionar como um bloco de notas eficiente. Uma máquina que vai querer se “tem jeito para o desenho”.

Tem o formato “concha”, como um portátil vulgar. Mas é finíssimo e, muito graças à dobradiça exclusiva da Lenovo, que já conhecíamos de outras máquinas, resistente q.b.. Mas a característica mais inovadora é que no lado da “concha” onde normalmente está um teclado encontramos um painel tátil, sendo o ecrã também tátil. E isto muda tudo!

Desenhar no papel

Basta carregar no ícone caneta para que o teclado virtual seja substituído por um painel tátil. Depois, usando uma das canetas fornecidas, podemos desenhar livremente sobre o painel e ver os “bonecos” reproduzidos no ecrã. Apesar de a reatividade não ser instantânea, a precisão é elevada. Aliás, pedimos a opinião a ilustradores profissionais, que ficaram convencidos com o desempenho.

d.r.

Mas há mais: também se pode colocar uma folha de papel sobre o painel e desenhar diretamente com a segunda caneta fornecida. Ficamos, assim, com a versão digital e a versão analógica. O que é importante para os ilustradores que, deste modo, não estão apenas a desenhar virtualmente. E, é claro, como o ecrã é tátil, também é possível corrigir o rascunho ou a pintura diretamente no ecrã.

As limitações

Se já teclou num tablet sabe bem que esta não é a melhor solução em termos de ergonomia. Problema que se repete em parte quando usamos o teclado virtual. Confessamos, que depois de alguns dias de utilização, começamos a habituar-nos, mas não é tão confortável como usar um teclado real. Ainda assim, é bem melhor que um tablet, já que este teclado não ocupa o ecrã.

Basta olharmos para a lista de componentes para percebermos que esta não é uma máquina rápida. Não serve para jogar em 3D ou editar fotos ou vídeos com mais “peso”. Também não tem grande conectividade. Nem há espaço para uma porta USB standard. Mas tem desempenho q.b. para tarefas de produtividade.

É, portanto, uma máquina interessante para quem procura um híbrido com grande autonomia e até gostava de deixar de usar o bloco de notas em papel.