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RTP3 e RTP Memória na TDT são um “salto estrutural”

António Cotrim / Lusa

Gonçalo Reis, presidente da televisão pública, considera que com mais dois canais na televisão digital terrestre a RTP “transforma-se num operador com oferta mais rica”

As emissões da RTP3 e da RTP Memória na televisão digital terrestre (TDT) arrancam às 0h desta quinta-feira, 1 de dezembro, um momento considerado "histórico" pelo presidente da RTP, que salientou tratar-se de um "salto estrutural". O presidente do Conselho de Administração da RTP, Gonçalo Reis, sublinha que a obrigação da empresa estatal é “levar todos os conteúdos da RTP a todas as pessoas".

Questionado sobre as negociações com o operador Meo (PT Portugal/Altice), que gere a rede da TDT, sobre o valor que a RTP vai pagar por ter mais dois canais em sinal aberto, Gonçalo Reis afirmou: "Estamos numa zona de conforto". O gestor explicou que o "custo unitário é inferior ao anterior" e isso tanto vai "beneficiar a RTP, como também os operadores privados", ou seja, o sector.

Gonçalo Reis sublinhou que a oferta da RTP3 e da RTP Memória em sinal aberto, aliada ao anúncio da disponibilização dos arquivos da RTP no 'online' demonstra que "há uma agenda de inclusão".

A partir das 0h desta quinta-feira, 1 de dezembro, a RTP3 e a RTP Memória arrancam na TDT sem publicidade, sendo esta substituída por espaços de promoção e divulgação cultural. No cabo, os canais mantêm a publicidade.

Atualmente, a TDT disponibiliza a RTP1, RTP2, SIC, TVI e canal Parlamento.

Está ainda previsto que sejam atribuídas licenças para dois canais de operadores privados na televisão digital terrestre, mas sem data definida.